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Cidades coirmãs, Bom Jesus e Fortaleza comemoram 58 anos

Por Adriana Dias / Redação

1 de março de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – Se fossem pessoas, certamente seriam gêmeas. Nasceram no mesmo dia, no mesmo ano e na mesma região. Mas, são as cidades de Bom Jesus da Penha e Fortaleza de Minas, ambas emancipadas em 1º de março de 1963. Elas completam 58 anos e têm muito a comemorar, mesmo com a pandemia que tem prejudicado as festividades.

Além destas coincidências todas, as cidades coirmãs têm praticamente o mesmo número de habitantes. Em Bom Jesus, a população estimada em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) seria de 4.244. Enquanto em Fortaleza de Minas, a população estimada era de 4.437 pessoas, uma diferença de apenas 193 moradores.

A maioria dos moradores das duas cidades, também, coincidentemente, reelegeu seus prefeitos nas últimas eleições. Em Bom Jesus, o reconduzido ao cargo é Nei André Freire, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e, em Fortaleza, Adenilson Queiroz, também do PSB. Para Freire, mesmo com a difícil situação vivenciada pelos municípios, pelo país e pelo mundo, com a pandemia, ainda há motivos para comemorar.

Não faremos nenhuma festividade como realizamos de costume, apenas fizemos o decreto de feriado. Mas, temos sim que pensar nos nossos cidadãos bom-jesuenses. Temos aqui algumas dificuldades, que são pontuais, mas temos uma cidade organizada. Sempre priorizamos muito aqui a Saúde e a Educação e, claro, neste ano que passou e ainda neste de 2021 que não sabemos ao certo como será, estamos preocupados com estas duas questões mais do que nunca, por conta do coronavírus”, afirmou o prefeito.

Com relação à Educação, os alunos estão recebendo os materiais em suas casas, tanto na zona rural quanto urbana e tendo aulas remotas.

Nós nos orgulhamos do ensino oferecido em Bom Jesus. Ficamos em 2º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019 com resultado em 2020 dentre os municípios associados à Associação dos Municípios da Micro Região da Baixa Mogiana (Amog). Na área da Saúde, nos orgulhamos de termos registrado poucos casos de pacientes com covid-19. Teve dois casos com complicações que levaram a óbito e, no momento, apenas um paciente está internado. Durante a pandemia 177 pessoas contaminadas. Nossa população é consciente e isso ajuda muito”, assegurou Freire.

O chefe do Executivo garantiu que vai continuar buscando resolver as questões mais desafiadoras para o município ao longo dos próximos anos. Dentre elas, a falta de emprego para a população.

Temos outro grande desafio em Bom Jesus que é a conclusão do asfalto na BR-265, que liga São Sebastião do Paraíso até Bom Jesus, com cerca de 8 quilômetros. Também nesta obra serão necessários dois trevos, um fazendo a ligação de Guaxupé – São Sebastião do Paraíso e Bom Jesus e outro já em Alpinópolis e, ainda uma alça de acesso em Ilicínia. Esta obra vai alavancar o turismo regional ligando o Estado de São Paulo aos atrativos turísticos do Lago de Furnas e Serra da Canastra. Todo este serviço já esta orçado em torno de R$50 milhões, precisamos que seja colocado no Orçamento da União para que seja feito em breve. Para isso, já nos reunimos em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro e precisamos unir forças com o senador e agora presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com os senadores Carlos Viana e Antônio Anastasia, além dos deputados de nossa região, principalmente Aelton Freitas”, salientou.


Fortaleza de Minas revê decreto

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PASSOS – Também sem qualquer tipo de comemoração festiva nesta segunda-feira, 1°, o prefeito de Fortaleza de Minas, Adenilson Queiroz, contou que reviu o decreto no qual suspendeu os feriados em 2021, e concedeu feriado no município.

Sobre os grandes desafios, Queiroz também apontou a falta de emprego.

Nós perdemos muitos postos de emprego com o fechamento da mineração. Eram mais de 750 empregados. Atualmente, a prefeitura, que chegou a ter 400 servidores, está com 250. A nossa esperança é conseguir efetivar todos os contatos que estamos tendo ao longo dos últimos anos na busca por empresas que se instalem em Fortaleza. Temos três grandes empreendimentos que estão em fase final de conversação e devem gerar mais de 100 vagas. Uma empresa de móveis, outra de colchões e uma ligada à mineração”, disse.

Outra questão levantada pelo gestor é com relação à solução para um loteamento com 320 lotes na entrada da cidade.

Esta é uma luta que queremos solucionar. Foi uma demanda que começou em administrações anteriores e até o momento não conseguimos fazer contratos para a execução de obras. Existe neste processo um problema com a Copasa, que já estamos resolvendo junto ao Ministério Público. Muitos moradores, cerca de 180 já estão com suas escrituras em dia. Já se vão mais de 9 anos e queremos resolver isso o mais rápido possível. Estamos em negociação com uma empresa que pode fazer as residências”, assegurou Queiroz.