Destaques Geral

Cidadão pede apoio para impedir que empresa deixe S.S. Paraíso

16 de dezembro de 2020

A Tribuna Livre foi ocupada pelo advogado Sebastião Matheus para reforçar denúncia anteriormente feita à Comissão. / Foto: Reprodução.

S. S. PARAÍSO – Na sessão ordinária desta semana da Câmara de São Sebastião do Paraíso, a Tribuna Livre foi ocupada pelo advogado Sebastião Matheus para reforçar denúncia anteriormente feita à Comissão de Direitos Humanos. Ele alertou que a usina de cana-de-açúcar do Grupo Infinity, instalada no município, “foi vendida e possivelmente será demolida e vendida para outro estado”, sendo os equipamentos levados para Mato Grosso. E pediu o apoio do poder público, da sociedade e dos produtores de cana da região para impedir que o empreendimento deixe a cidade.

Segundo ele, a usina deve gerar em torno de 800 empregos diretos e 3 mil indiretos.

Juridicamente, entramos com uma petição no Estado de São Paulo e uma ação civil pública em São Sebastião do Paraíso, no intuito de tomarmos conhecimento do que existe dentro da usina, se houve subvenção por parte da administração pública na montagem da estrutura toda. Para, pelo menos, dentro dessa ação civil pública, convocar os compradores para virem até a cidade e tomarem conhecimento que aqui existe grande possibilidade de eles montarem a empresa, que aqui há mão de obra qualificada e canaviais; porque o transporte desse material todo para outro estado vai gerar grande custo pra eles. Com isso, todos irão ganhar”, argumentou.

Sebastião Matheus disse ainda que são necessários 120 dias para desmontar todo o equipamento da usina para transporte, sendo essa a janela de oportunidade para tentar reverter a situação. “Precisamos tomar uma atitude rápido, se não será mais uma empresa dentre tantas que já se foram [de Paraíso].” O vereador Sérgio Gomes manifestou seu apoio, informou que já realizou diligências sobre o assunto na Comissão de Direitos Humanos. “Fui muito procurado pedindo ajuda, há questionamento popular a respeito do assunto”.

Já Marcelo Morais defendeu que a discussão deve ser ampliada para abordar quais os incentivos o poder público oferece para empreendimentos que desejam se instalar no município. Valdir do Prado, por sua vez, disse que dificilmente uma empresa nesse ramo permanecerá na cidade, uma vez que “não temos vocação de cana na região”. O presidente da Casa, Lisandro Monteiro, concluiu que o Legislativo está disposto a contribuir com o pleito do advogado.