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Ciclo sobre violão traz Celso Adolfo

15 de Maio de 2021

O grande impulso na carreira de Celso Adolfo foi a gravação da sua canção Coração Brasileiro por Milton Nascimento, no álbum Änima, em 1982. / Foto: Divulgação

O convidado para a segunda entrevista do ciclo “O Charme do Violão Mineiro”, que será exibida na terça-feira, 18, é o violonista, cantor e compositor Celso Adolfo, mineiro de São Domingos do Prata, na região central do estado. Este ciclo é apresentado pelo violonista, professor e produtor cultural Celso Faria.

Realizado de forma remota, ele teve início no dia 11 de maio, e ocorrerá sempre às terças-feiras, às 20h30, nos canais do YouTube e Facebook do violonista, além das redes sociais do Grupo Folha da Manhã, que apóia o projeto. O link para a entrevista é bit.ly/CelsoAdolfo.

Músico profissional desde 1983, Celso Adolfo sempre se apresenta interpretando suas próprias canções, acompanhando-se por um violão. Celso iniciou seus estudos musicais, ainda na infância, na sua cidade natal. Mudou-se para Belo Horizonte em 1969 e estudou Estradas na Escola Técnica Federal de Minas Gerais. Celso Adolfo trabalhou no DNER/MG até o início da década de 1980. O grande impulso na sua carreira foi a gravação da sua canção Coração Brasileiro por Milton Nascimento, no álbum “Änima” (1982). Esta mesma música também foi registrada no quinto disco da cantora paraibana Elba Ramalho.

Em 1983, Celso lançou seu primeiro trabalho fonográfico, Coração Brasileiro, produzido por Milton Nascimento. É de 1988 seu disco “Feliz”, álbum que Celso Adolfo também assina a produção. Um de seus grandes sucessos está inserido neste trabalho, a canção Nós dois, que foi composta quando Celso ainda residia no famoso Edifício Panorama (na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte-MG). Em 1990 lançou “Anjo Torto”, primeiro cd independente do Brasil. Com produção de Celso Adolfo e André Dequech, destaca-se neste disco sua canção A estrada do barro branco.

Acrescenta-se ainda, na sua discografia, “Brasil, nome de vegetal” (1995), “O Tempo” (2003), “Voz, violão e algumas dobras” (2006). É de 2011 seu emblemático cd “Estrada Real de Villa Rica”. Neste álbum, Celso Adolfo propõe uma viagem no tempo, mais precisamente nos séculos XVII e XVIII, com canções inspiradas no ciclo do ouro e dos diamantes em Minas Gerais.

Seu último trabalho, “Remanso de Rio Largo” (2019), foi inspirado no livro Sagarana, do icônico escritor mineiro João Guimarães Rosa. Com este disco, Celso Adolfo venceu a terceira edição do Prêmio Flávio Henrique, concedido pelo BDMG Cultural. Segundo palavras do gestor cultural e escritor Afonso Borges, “Celso Adolfo tem o poder de unir o talento e sofisticação da melhor música elaborada com a tradição do cancioneiro de Minas Gerais