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Chanel volta às passarelas de Paris

8 de julho de 2021

Os convidados tiveram a oportunidade de tentar pegar o buquê lançado por Margaret Qualley, que usava um vestido longo de linhas limpas e um véu. / Foto: Divulgação

Com a atriz americana Margaret Qualley usando um vestido de noiva como o último “look” da alta costura, Chanel voltou às passarelas de Paris nesta semana, mas sem abrir mão do filme da coleção dirigido por Sofia Coppola. O Palais Galliera, na capital francesa, serviu de palco para a apresentação da coleção outono-inverno 2021-2022. O prédio, que abriga o Museu da Moda de Paris, exibe atualmente uma retrospectiva da obra de Gabrielle Chanel.

Os convidados tiveram a oportunidade de tentar pegar o buquê lançado por Margaret Qualley, que usava um vestido longo de linhas limpas e um véu. Deste modo, foi respeitada a tradição do vestido de noiva fechar os desfiles de alta costura. A editora-chefe da revista Vogue nos Estados Unidos, Anna Wintour, ficou na primeira fila, mas para quem não pôde comparecer, a coleção também foi apresentada em vídeo, formato bastante utilizado pelas casas de moda durante a pandemia.

Acho que teremos os dois, nunca abandonaremos a dupla transmissão. É um momento importante e vimos que isso interessou a muitos de nossos clientes ao redor do mundo”, disse Bruno Pavlovsky, presidente de atividades de moda da Chanel. A diretora artística Virginie Viard “traz […] sua visão da marca, muito atual e moderna”, segundo Pavlovsky. Em seus vestidos de inspiração impressionista, saias xadrez e vestido de cetim branco com nós pretos, Virginie Viard afirma que se baseou nas pinturas de Berthe Morisot, Marie Laurencin e Édouard Manet para desenhar a coleção.

Com tons inusitados de laranja, malva, verde e amarelo, a criadora rompeu com o habitual preto-branco-bege que caracteriza a Chanel.
Gosto das cores no cinza do inverno […] queria uma coleção especialmente colorida, bem bordada, algo aconchegante”, explicou em nota. A trança banana que penteava a maioria das modelos e os tons escuros da maquiagem dos olhos deram um toque punk aos vestidos com babados e ternos de tweed, finalizados com salto. Para a noite, Chanel propõe camisolas e pijamas transparentes.


Dolce & Gabbana

Antes de Chanel, em Paris, a dupla italiana Dolce & Gabbana apresentou no final de junho em Milão uma coleção masculina fiel ao seu DNA, cheia de luz, cor e excentricidade, pronta para deixar para trás o cinza da pandemia. A coleção primavera/verão 2022 da Dolce & Gabbana foi batizada de “Terapia Luminosa”. O antigo cinema Metropol se transformou em um templo cheio de luz, como se quisesse recuperar a vitalidade da Sicília natal de Domenico Dolce e Stefano Gabbana, sua eterna fonte de inspiração.

O desfile foi o primeiro com público na Semana de Moda masculina de Milão, e acenou para a extravagância da marca nos anos 2000. Os modelos exibiram camisas de popeline estampadas ou com efeitos que lembravam joias, abertas ou cruzadas, por cima de calças jeans desestruturadas, misturando voluntariamente informalidade e uma elegância sofisticada. Quimonos de flores, casacos com estampa de leopardo ou zebra decorados com cristal, brocados de renda ou cetim: uma homenagem ao espírito de festa e folclore que sempre caracterizou a dupla. Como acessórios, brincos dourados, chapéus e bolsas de cores vivas.