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Cemig registra 5 acidentes com pipa em Passos

Por Gabriella Alux / Especial

2 de junho de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Entre janeiro e abril deste ano, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) registrou, em Passos, cinco acidentes na rede elétrica envolvendo pipas. No Sul de Minas, foram 57 ocorrências. Segundo o agente de relacionamento institucional da empresa em Passos, Alexandre Silveira Castro, em função dos cinco acidentes com pipas na rede elétrica do município, cerca de 500 clientes tiveram o abastecimento de energia prejudicado.

Um dos maiores vilões é o cerol, uma mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores usada para passar nas linhas das pipas e que pode cortar os cabos da rede elétrica e causar acidentes também à população, como ferimentos a motociclistas, por exemplo. Outra ocorrência são os curtos circuitos provocados em tentativas de retirada de pipas presas aos cabos da rede elétrica.

A brincadeira é cultivada por crianças e adultos, mas é preciso cautela para não causar acidentes. Neste período do ano, a prática costuma ganhar mais adeptos por conta do período com ventos mais fortes. Segundo Castro, os pais e as crianças devem ficar atentos a alguns procedimentos para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia.

Para brincar com segurança, as pipas devem ser soltas em locais abertos e afastados da rede elétrica, ou seja, nunca em áreas urbanas. Também é preciso evitar o uso de fios metálicos ou cerol e caso a pipa fique presa nos fios dos postes, elas não podem ser resgatadas, porque acidentes nestas condições podem ser fatais”, afirma.

Vale ressaltar que a lei estadual 14.349/2002 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, de papagaios, de pandorgas e de semelhantes artefatos para recreação ou com finalidade publicitária, em todo o território do Estado de Minas Gerais. Quem for flagrado usando cerol ou linha cortante está sujeito ao pagamento de multa, que varia de R$100 a R$1,5 mil.

Bandeira verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que vai manter a bandeira tarifaria verde até o dia 31 de dezembro de 2020 como medida emergencial para ajudar os consumidores em função da pandemia de do novo coronavírus.

Normalmente, as bandeiras amarela e vermelha são acionadas quando há poucas chuvas, as hidrelétricas produzem menos energia e as companhias são obrigadas a usar as termelétricas, que custam mais. Mas, como tem chovido bastante e o isolamento social por conta do coronavírus diminuiu o consumo de energia no país, não foi necessário recorrer às termelétricas.