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Carmelitano faz campanha para lançar o livro “Yawalapiti”

Por Adriana Dias / Redação

6 de agosto de 2020

O livro faz parte da coleção Ameríndios do Brasil, uma obra com livros de arte e fotografia de algumas etnias indígenas brasileira. / Foto: Renato Soares

O fotógrafo carmelitano Renato Soares lançou uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro Yawalapiti. A meta é arrecadar R$40 mil, sendo que até neste dia 4 de agosto foram conquistados R$20.140,00. A data final é 19 de setembro. Como recompensa aos colaboradores que contribuírem com R$120 está um exemplar do livro que tem a entrega prevista para 1º de abril de 2021.

De acordo com as informações na plataforma Kickante, os valores vão de R$120 para um livro até R$10 mil. Vai dobrando a quantidade de livro conforme os valores. E, para o caso dos R$10 mil, o contribuinte ainda ganha uma viagem para o Xingu com o autor Renato Soares, assim que a situação desta pandemia voltar ao normal.

Tem ainda a possibilidade do financiamento no valor de R$250, sendo que o contribuinte tem a recompensa de um exemplar do livro Yawalapiti e uma camiseta com estampa de etnias do Xingu.
A obra, com fotos e textos do autor, faz parte da coleção Ameríndios do Brasil, um conjunto de publicações sobre as várias etnias indígenas brasileiras documentadas pelo fotógrafo.

Segundo Renato Soares, “é uma forma de se resgatar, por meio da fotografia, o que temos de melhor em nossa cultura ancestral”. O trabalho visa à criação e construção de um grande acervo etnográfico brasileiro.

Para iniciar essa coleção, o autor escolheu como primeiro livro a etnia Yawalapiti. O formato de cada livro será 17×23 cm com 144 páginas. Renato Soares iniciou sua carreira na fotografia no final da década de 1980 e, desde então, realiza viagens para retratar as diferentes formas de expressão cultural dos grupos étnicos indígenas brasileiros. A identificação com o universo indígena vem desde a infância, e se consolidou logo nos primeiros contatos com tribos em áreas remotas do Amazonas e, também, por meio da profunda amizade que manteve com o sertanista Orlando Villas-Bôas.

Obra

Sua obra fotográfica já figurou em importantes exposições como “O último Kuarup” – MASP/2006 e na mostra itinerante “A última viagem de Orlando Villas-Bôas”, que percorreu 12 capitais brasileiras. Seu talento também foi reconhecido em Paris, em uma exposição coletiva no Palais de la Découvert.

“Krahô, os filhos da terra” de 1996, foi seu primeiro livro. E vieram muitos outros, entre eles “Pavilhão da criatividade”, 1999; “Sondagem na alma do povo – acervo de Arte Popular Brasileira do Museu Edison Carneiro”, 2005, em parceria com Maureen Bisilliat; “Mar de Minas”, 2008, que é um retrato dos 34 municípios no entorno do Lago de Furnas; “Universo Amazônico”, 2012; e “Minas além das Gerais”, 2012.

Atualmente, se dedica integralmente ao projeto Ameríndios do Brasil e quem quiser ajudar pode entrar em kickante.com.br/amerindiosdobrasil. Durante 90 dias de crowdfunding, será feita a divulgação do projeto nas redes sociais, produção dos textos, revisão final e diagramação do livro. Após essa etapa, o arquivo será fechado e encaminhado para a gráfica.

O lançamento do livro está previsto para acontecer no Festival de Tiradentes em março de 2021.
Todas as pessoas que colaborarem com essa campanha, irão receber pelo Correios a partir de abril de 2021.

Mais informações

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Cacique Aritana

O fotógrafo carmelitano Renato Soares lançou uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro Yawalapiti. / Foto: Divulgação

Os fotógrafos Renato Soares e Luciola Zvarick lamentaram, na tarde desta quarta-feira, 5, a morte do cacique Aritana Yawalapiti. Ele estava internado há duas semanas com Covid-19 em um hospital de Goiânia.

Hoje é um dia muito triste para nós. Conhecemos todos os dez filhos e netos do cacique Aritana, um homem considerado o “diplomata do Xingu”, tamanha a educação e elegância em tratar questões complicadas e falar com todos, os de dentro e os de fora da aldeia. Perdemos um amigo, um irmão, um pai. Há muitos anos frequentamos a aldeia e a casa dele, então, será uma falta enorme para nós”, disseram o casal que atualmente está morando em Carmo do Rio Claro, por conta da pandemia e, por coincidência figura em outra página com matéria sobre o livro com o nome Yawalapiti.