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Carmelitana cria grupo de voluntárias para confecção de máscaras em Ribeirão

8 de abril de 2020

C. R. CLARO – Um gesto de solidariedade resultou na formação de um grupo de costureiras, coordenado por Juliana Carielo Jacob, de Carmo do Rio Claro, que trabalham voluntariamente na confecção de máscaras que são doadas a profissionais da saúde em Ribeirão Preto (SP).

O projeto “Máscaras do Bem” começou com uma conversa entre a médica infectologista karen Mirna Loro Morejó e a carmelitana a arquiteta e artesã Juliana Carielo Jacob.

“Somos amigas há bastante tempo, e ela me ligou porque estava muito preocupada com a questão da máscara, já que, devido ao surto que ocorreu em Ribeirão Preto, identificou que ia faltar esses materiais para quem precisa. Então, me procurou e conversou com autoridades, como a prefeitura, vigilância sanitária e outros, para saber a respeito de normas para a produção, pois tudo é muito burocrático”, comentou Juliana.

Juliana disse que, após a autorização, montaram um grupo de Whats App com vários médicos e outras pessoas dispostas a ajudar e que, a partir disso, começou a arrecadação de materiais. “Pedimos ajuda à população para fazer as máscaras, então recebemos, graças a Deus, grande quantidade de tecido TNT e elástico, o básico mesmo para começarmos”, respondeu a artesã.

O objetivo do projeto “Máscaras do Bem” é justamente suprir a falta de oferta dos produtos necessários para o combate da covid-19. Segundo Juliana, mais de 25 pessoas se voluntariaram e trabalham em espaços adequados para o controle de higiene e proteção e que já foram produzidas cerca de 5.000 máscaras.

“Os médicos e os que trabalham nas unidades de atendimentos em geral estão todos muito gratos, já fizeram até vídeos e gestos em agradecimento pelo nosso tempo e vontade. Apesar de eles não utilizarem apenas a máscara como método de proteção, queríamos dar uma segurança efetiva a todos os profissionais de saúde que estão trabalhando e lutando no meio dessa pandemia”, disse Juliana.

As máscaras são confeccionadas para todos os profissionais de saúde, desde o enfermeiro, médico, até àqueles que ficam em postos de saúde, entrando em contato com pessoas. O grupo também fornece o equipamento de proteção a pacientes que apresentam sintomas da doença.

Os materiais não são para uso pessoal e, segundo Juliana, esse é um projeto emergencial, e assim que a prefeitura conseguir comprar as máscaras necessárias ou quando for possível realizar a compra de maneira justa, as confecções podem ser diminuídas e adaptadas às circunstâncias. “Contudo, eu espero que essa situação possa se normalizar e que todos fiquem bem”, finalizou Juliana.