Destaques Geral

Capitólio estuda medidas para evitar carnavais ‘clandestinos’

Por Laura Oliveira Hostalácio / Folha da Manhã com Onda Oeste FM

4 de fevereiro de 2021

O município não realizará nenhum evento nesse carnaval, mesmo assim são esperados muitos turistas. / Foto: Divulgação

CAPITÓLIO – Mesmo sem ponto facultativo para o expediente dos servidores públicos pelo governo do estado, o período de Carnaval ainda é uma preocupação de cidades turísticas, como é o caso de Capitólio. O município não realizará nenhum evento e, mesmo assim, são esperados muitos turistas. O prefeito da cidade, Cristiano Gerardão, aponta algumas das possíveis estratégias, “para não permitir que aconteça no Carnaval o que aconteceu no Ano Novo, porque depois, infelizmente, quem fica com ônus é o município”, disse o prefeito.


Você também pode gostar de:

A ideia, como afirmou Cristiano, é usar a cidade de Piumhi como inspiração e tomar medidas mais drásticas para evitar o pior.

A gente sabe que virão muitas pessoas para Capitólio. Em discussões sobre o Carnaval, buscamos possibilidades como foi feito em Piumhi, da proibição de adentrar em espaços públicos, como a praça que foi bloqueada e o toque de recolher. Vamos avaliar, durante esta semana, algumas ações mais drásticas e mais firmes”, disse o prefeito.

Segundo ele, até o momento, as duas principais estratégias são o reforço da Polícia Militar e extensão do período de fiscalização sanitária no combate à covid-19, que, atualmente, é até as 22h. Questionado sobre a necessidade de haver fiscalização 24 horas, tendo em vista eventos clandestinos que ocorrem no município, o prefeito disse que busca parcerias para intensificar a fiscalização.

Eu pude sentar com o tenente Abrantes, juntamente com o presidente da Associação dos Moradores de Escarpas do Lago, Gilvan Terra, e a gente vem buscando encontrar, junto, em parceria, uma solução para esse problema. Realmente é muito grave”, ressaltou Gerardão.

O prefeito também afirma que há restrições à atuação da PM no combate à pandemia. “Eles só podem fazer alguma autuação, algum encaminhamento para delegacia, se eles pegarem o ato em flagrante”, afirmou. Outra dificuldade é o pouco efetivo atuando em Capitólio que, segundo Cristiano, foi um dos assuntos abordados em reunião com o governador do estado, Romeu Zema, recentemente.

Capitólio tem um efetivo pequeno para dar conta da movimentação que temos hoje”, disse ele. “Hoje não somos simplesmente uma cidade de 4mil, 8 mil habitantes. Temos uma população flutuante muito grande, que pode chegar a 20mil pessoas em um final de semana comum, a 30 mil no feriado. Então a gente necessita muito do aumento do efetivo da polícia militar”. Outra medida em discussão no município é a possibilidade de barreiras sanitárias, já atuantes na cidade, funcionarem 24 horas.