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Candidatos a prefeito de Passos comentam resultado de pesquisa

27 de outubro de 2020

PASSOS – Os sete candidatos a prefeito de Passos foram abordados nesta segunda-feira, 26, para repercutirem a pesquisa feita pela F5 Atualiza Dados e divulgada pela Folha da Manhã, sob o registro no Tribunal Superior Eleitoral com o número MG-05789/2020. O resultado da pesquisa, como de costume agrada a alguns dos candidatos e desagrada a outros.

O candidato Alexandre Maia Lemos, Alexandre Maia, da coligação ‘Trabalho com Competência’, dos partidos PL, PP e DEM, que figurou na pesquisa como o primeiro colocado com 24,16% das intenções de votos na estimulada, disse enxergar este bom resultado como reflexo do trabalho feito até aqui. A pesquisa também apontou um número expressivo de branco, nulo e indecisos, que somados representam 41,27% do eleitorado pesquisado.

“Fiquei extremamente satisfeito, principalmente por ser uma pesquisa feita e divulgada por órgãos confiáveis e competentes, como a F5 e a Folha. A Folha da Manhã tem grande credibilidade e isso vem de longo tempo. O resultado é imparcial e expressivo, o que nos dá mais de 20% acima do segundo colocado. Vemos isso como um sinal de que a população está entendendo nosso recado e já definiu seu voto. Sobre o número de indecisos, que também é alto, esta é uma campanha de tiro curto, até em função da pandemia, naturalmente as pessoas estavam um pouco longe da política. Acho que é até um percentual alto, mas os indecisos vão caminhar naturalmente para o rumo dos que já definiram os votos”, afirmou Alexandre Maia.

Rodrigo Moraes Soares Maia, o Rodrigo Maia, da coligação ‘Unidos Por Passos’, dos partidos MDB, Podemos e PSB, é o segundo colocado na estimulada com 19,46% e disse à reportagem entender que a pesquisa serve de parâmetro para que intensifiquem a campanha.

“Mesmo porque não há nada definido quanto à eleição. Para saber disso basta ver o índice de indecisos e dos brancos e nulos, que chegam a 50%”, informou.

Diego Rodrigo de Oliveira, do PSL, afirmou não confiar nos números divulgados, mas que é um dos candidatos que mais cresceu nos últimos dias. “Ademais nossas caminhadas mostram um quadro totalmente diferente deste exposto pelo impresso”, questionou.

O candidato do Avante, Aquiles Grintaci Vasconcellos preferiu se resguardar no direito de não responder a respeito da pesquisa. Para o candidato André Husemann Patti, o André Patti, da coligação ‘Esta Mudança Inclui Você’, dos partidos Republicanos e PDT, sobre a pesquisa, ele informa que eles têm a deles e que o resultado é bem diferente da que foi publicada. “Acreditamos que no dia 15 de novembro a resposta será dada conforme a vontade da população, sem que haja qualquer tipo de manipulação”, disse Patti.

O candidato a prefeito Virgínio Leopoldino, o Capitão Virgínio, do PMN, que na pesquisa estumulada aparece com 0,84%, afirmou não gostar de pesquisa. “O eleitor muda de opinião de seu voto até no caminhar para a urna. Então, acho a pesquisa muito vulnerável”, assegurou o candidato. Juarez Moreira, do PT também não quis comentar sobre pesquisa.


Marqueteiro cita caso de Zema e risco de virada

SÃO PAULO – Contratado por Andrea Matarazzo (PSD) para comandar sua comunicação na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o publicitário Paulo Vasconcelos faz suas contas na atual corrida, marcada por uma pandemia que limitou muito as ações: desta vez, diz ele, a campanha “não ferveu”. Ele vê no cenário paulistano o crescimento do candidato Guilherme Boulos, do PSOL, com “sintomas de uma calmaria perigosa”. E lembra a virada de Romeu Zema na disputa mineira de 2018.

Vasconcelos faz parte da geração de marqueteiros que fez campanhas milionárias até 2018 e é alvo de investigação da Lava Jato – mas permaneceu no mercado eleitoral nos tempos de “vacas magras” imposto pelo fim do financiamento empresarial.

O marqueteiro mineiro ficou conhecido no mercado publicitário por ter comandado todas as campanhas majoritárias de Aécio, que se elegeu governador de Minas pela primeira vez em 2002. Sobre o processo eleitoral de 2020, em plena pandemia, o marqueteiro avalia que a campanha “não ferveu”. Faltando pouco mais de duas semanas para o primeiro turno, ele tenta manter o otimismo ante o desafio de alavancar Matarazzo num processo eleitoral mais curto, sem debates com adversários. Ele cita o caso de Romeu Zema (Novo), que em 2018 surpreendeu na reta final. “É possível acontecer isso aqui? Talvez sim. O crescimento do Boulos e a estagnação de Bruno e Russomanno podem ser o sintoma de uma calmaria perigosa”.

O marqueteiro mineiro ficou conhecido no mercado publicitário por ter comandado todas as campanhas majoritárias de Aécio, que se elegeu governador de Minas pela primeira vez em 2002. Em 2017, ele era senador quando foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, acertando um pagamento de R$ 2 milhões para seus advogados. Apesar da trajetória profissional ligada a Aécio, Vasconcelos não chegou a construir relação de grande amizade com o hoje deputado federal, que ele ajudou a eleger duas vezes governador e a senador.