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Camisa não ganha jogo, diz diretor do América

7 de abril de 2020

MINAS GERAIS – Bicampeão da Libertadores, hexa da Copa do Brasil e tetra do Campeonato Brasileiro. O currículo de conquistas do Cruzeiro é vasto e impõe respeito, mas ele, por si só, torna o time, atualmente treinado por Enderson Moreira, favorito na disputa da Série B? Na visão de Paulo Bracks, diretor de futebol do América-MG, não.
Segundo o dirigente, que será rival da Raposa também na Série B, somente a camisa não ganha jogo. Ele também cita o fato de o Cruzeiro não saber os caminhos da competição, já que nunca disputou.

“Não acho que é favorito. O Cruzeiro talvez tenha uma das camisas mais fortes, mas a camisa não ganha jogo” comentou o dirigente “onze contra onze. São logísticas que o Cruzeiro vai enfrentar pela primeira vez. É uma competição nova. Não há know how, digamos assim, em disputar competições desse nível”.

Paulo Bracks liderou o trabalho de retomada do América ao longo da Série B do ano passado. O time saiu da lanterna e terminou em 5º lugar, a um ponto de conseguir o acesso. O diretor acredita que a competição de 2020 será difícil para todas as camisas pesadas e cita os malefícios que o Cruzeiro terá como “grande na Série B”.

“Eu acredito que ele tenha benefícios e malefícios de ser essa camisa forte na Série B. Os clubes vão jogar contra o Cruzeiro de uma forma diferente, e eu nem falo do América, porque é um adversário anual, mas os outros clubes têm um enfrentamento diferente. Por outro lado, ele vai ter benefícios. Vai ser uma competição muito difícil não só para ele, mas para outras camisas fortes, como Ponte Preta, América, Vitória…” disse.

“Acredito que a Série B deste ano vai ser muito disputada e tem, evidentemente, esse atrativo – para o cenário futebol – de ter uma camisa forte como a do Cruzeiro” finalizou.

O América faz um início de ano mais equilibrado que o Cruzeiro.