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Câmara discute transporte coletivo em S. S. do Paraíso

30 de setembro de 2020

O representante da Viação Leopoldinense falou aos vereadores de Paraíso. / Foto: Divulgação

S. S. PARAÍSO – A prestação do serviço de transporte público coletivo foi debatida na sessão ordinária da Câmara Municipal desta semana. O diretor administrativo da Viação Leopoldinense Waldir Antônio Teixeira fez uma explanação dos trabalhos na tribuna da Casa. O secretário municipal de Segurança Pública, Trânsito, Transporte e Defesa Civil havia sido convocado para prestar esclarecimentos, mas justificou a ausência devido a outro compromisso agendado na data.

Os vereadores fizeram perguntas sobre a qualidade do serviço com base na reclamação de cidadãos. Entre as críticas da população, estão os horários de ônibus em alguns bairros, como Jardim Diamantina, Veneza e Belvedere, bem como a disposição dos pontos de espera e a demora no tempo de deslocamento. Vereadores pontuaram que o serviço está defasado, ressaltaram a necessidade de aplicação do bilhete único, a instalação de um sistema de baldeação na área central, o estudo de viabilidade de novas linhas e mencionaram a possibilidade de inserção de micro-ônibus. Ainda questionaram sobre a paralisação do serviço no distrito de Guardinha e no bairro rural dos Marques.

Waldir Teixeira argumentou que a demanda de passageiros tem estado baixa, situação agravada pela pandemia do novo coronavírus. “Já fizemos estudos, chegamos a colocar mais carros e não deu o movimento esperado, é pagar para rodar”.

Também pela falta de usuários em número suficiente, teriam sido suspensas as linhas para a Guardinha e os Marques. O empresário usou como exemplo os meses de janeiro e abril, nos quais segundo ele a viação encerrou o período com prejuízos de R$ 27 mil e R$ 24 mil, respectivamente. A conta leva em consideração o total de pagantes, o total de passageiros com direto à gratuidade, o faturamento e o gasto com óleo diesel e folha de pagamento.

Ele manifestou ainda seu interesse em proporcionar um serviço mais ágil e com tarifa mais barata para atrair os cidadãos, no entanto, segundo ele a falta de regulamentação de outros modelos de transporte e a prestação de serviço por meio de contrato emergencial temporário são barreiras para o investimento em melhorias.

Como vou investir se amanhã é feita a licitação [do transporte público], eu perco o contrato e vou perder o investimento feito? Tem a questão do transporte alternativo que não é regulamentado. Tem que criar algum mecanismo de fiscalização de mototáxi e ‘uber’”, defendeu ele.

Quando questionado por qual motivo a Viação Leopoldinense continua no município se as operações não dão lucro, ele respondeu: “conheço bem São Sebastião do Paraíso, é uma cidade próspera. Estou esperançoso nessa licitação, nesse projeto do terminal [na região central], na regulamentação [dos transportes alternativos. Acreditamos nas melhorias, mas se elas não vierem a cidade vai ficar sem ônibus porque ninguém quer vir [prestar o serviço]. Eu já estou aqui com a bicicleta cambaleando, se eu parar eu caio”, concluiu.

Aprovada criação do selo “O Paraíso dos Cafés Finos”

S.S. DO PARAÍSO – Em tramitação agilizada, foi aprovado em primeira e segunda votações nessa segunda-feira, 28, o projeto de lei que cria o “O Paraíso dos Cafés Finos” para valorização do produto municipal. A matéria, de autoria do Executivo, visa a comprovar a procedência e qualidade dos grãos de café no município, conforme orientações técnicas de excelência. Ela foi encaminhada para sanção.

O projeto de lei determina que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário será a responsável pela realização do Concurso Municipal Café de Qualidade. Os primeiros 20 lotes classificados em suas respectivas categorias receberão o selo “O Paraíso dos Cafés Finos”, com certificado e laudo de classificação. Podem concorrer todos os cafeicultores que tenham sua produção em São Sebastião do Paraíso. Os premiados poderão realizar a publicidade de seu café da safra classificada no concurso do referido ano, a fim de agregar valor na comercialização de seus lotes.

A vereadora Cidinha Cerize ressaltou em Plenário a importância da imparcialidade na premiação do concurso para valorização do café e estímulo à participação por parte dos produtores, ressaltando ainda a relevância da proposta para o município.