Destaques Moda

Calendário da discórdia

Por Wagner Penna / Da Redação

18 de Maio de 2020

Proteção grifada com máscara Gucci. / Foto: Divulgação

O assunto do novo calendário da moda após a onda do coronavírus, continua rendendo – aqui e na Europa. No Brasil, os paulistas já se organizaram e propuseram novas datas e fazem até feiras em julho próximo. Em Minas, a coisa anda no ritmo mineiro: ainda não houve consenso sobre o assunto.

Mas entre os europeus (que, afinal, decidem praticamente o que acontece na moda pelo resto do mundo) também há muitas discordâncias sobre o que fazer. Tudo começou com a carta-aberta (bombástica) do Giorgio Armani, pregando um ritmo de vendas menos agressivo e observando que moda também é arte e não apenas artigo de luxo ou ferramenta de lucros dos grandes grupos.

Algumas marcas internacionais já aderiram à idéia e até colocaram data no assunto. Porém, as grifes de maior peso não concordaram . O motivo da discórdia é simples: essas grifes pertencem a fortes grupos financeiros, que visam apenas o lucro; as marcas menores querem vender…mas também criar. Mais que isso, querem estabelecer empatia com uma clientela bacana e não apenas consumista.

VAIVÉM

As máscaras estão virando acessório fashion – assim como brinco, colar e pulseira. Há uma disputa por modelitos, estilos e estética da peça. É preciso muito cuidado com esse assunto, pois trata-se de saúde. Na verdade, elas precisam ser eficientes e confortáveis. Nesse aspecto, as máscaras descartáveis de TNT (Tecido Não-Tecido) são as melhores, mais eficientes e confortáveis. E não embaçam as lentes dos óculos.

As vendas das lojas de shopping-centers caíram com a crise do coronavírus – quase todas fechadas. Por isso, os 44 maiores shopping-centers de Minas fizeram carta-aberta dirigida à associação dos malls (a Abrasce) pedindo ajuda para o problema. Entre as soluções propõem abrir os estacionamento gratuitamente aos clientes, escalonar aluguéis e até criar uma linha de crédito para tomar fôlego – e prosseguirem no futuro.

PONTO FINAL

O crescimento do e-commerce na moda, acabou retomando projetos de avanços nos celulares. Um deles permite que as texturas sejam captadas e percebidas na telinha do smartphone. Experimentos com crôco, pítons e veludos foram positivos. Era o passo que faltava para o reino absoluto do comercio virtual em todo o mundo.