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Butantan aplica vacina em voluntários de Paraíso e Itamogi

Gabriella Alux/ Redação

21 de setembro de 2021

Foto: Reprodução.

S. S. PARAÍSO – O jovem Gabriel Domingos Pereira, que tem 18 anos e é morador de São Sebastião do Paraíso, foi vacinado com a primeira dose da Butanvac, nesta segunda-feira, 20 de setembro. O medicamento é produzido pelo Instituto Butantan a partir da técnica de vírus inativado e usa tecnologia de inoculação em ovos, a mesma da vacina contra a gripe. Ele contou que recebeu um diário, onde tem que, obrigatoriamente, relatar, todos os dias, se há sintomas ou não. Além do diário, também recebeu um termômetro para medir a temperatura, diariamente, e R$250 como ajuda de custo.

“Compareci na prefeitura, ontem, por volta das 10h, para ir até Ribeirão Preto. Quando cheguei no local de vacina, havia uma tenda especificamente para isto, com vários setores para comparecermos. No primeiro, após nosso registro, foi nos informado o resultado de nosso exame de sangue, onde o meu deu que não havia nenhum problema, e, em seguida, fizemos outro exame. Ao vacinar contra a covid-19, senti uma emoção imensa, não só por estar finalmente imunizado, mas por fazer parte da história do país com esse estudo”, disse Gabriel.

Ontem, os voluntários de Itamogi e de Paraíso que participam dos estudos clínicos do Instituto Butatan passaram pela primeira aplicação da nova vacina, que foi realizada no hemocentro que fica no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto SP). Segundo as prefeituras, os moradores que receberam o medicamento passaram por triagem.

De acordo com o jovem, os voluntários podem ter sido vacinados tanto com a Coronavac quanto com o novo medicamento, mas ele confessa que gostaria de ter sido vacinado com a Butan abrasileira, para poder dizer, no futuro, que foi uma das primeiras pessoas a tomar, para que o restante da população pudesse tomar depois. Segundo Gabriel, até ontem à noite, el ainda não havia tido sintomas e próxima consulta será na segunda-feira, 27.

“Apesar de eu conseguir, um amigo que havia ido junto foi dispensado. A próxima etapa, era um exame de sangue, que tem como objetivo ver se o indivíduo já havia sido contaminado pela doença anteriormente. Após isso, também fazíamos o teste da covid padrão para averiguar se não estávamos contaminados com ela no momento. Caso o exame constatasse que já havia sido ou estava contaminado pela doença, a equipe entrava em contato no final de semana para poder dispensar. Como não era esse meu caso, consegui ir até Ribeirão ontem”, finalizou o jovem.

Em Itamogi, a secretária de Saúde, Priscila Marcomini Dias, disse que, das 18 pessoas que estavam cadastradas, apenas quatro passaram na triagem. Segundo ela, os motivos de 14 pessoas terem sido dispensadas foram alterações na pressão arterial e casos de contaminação pelo coronavírus.