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Breve relato sobre os serviços postais do Brasil

POR LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

28 de dezembro de 2020

Trazemos aqui um breve relato que julgamos interessante saber. Achamos num recorte de um jornal não identificado e registramos com redação nossa. O envio de mensagens em tempos bem antigos, foram desenvolvidos de várias maneiras: através de tambores, de fumaças, por cavalos, carruagens (diligências), a pé, etc. Em tempos mais modernos, por veículos motorizados, incluindo navios e aviões.

A primeira notícia que temos de uma correspondência enviada do Brasil, foi a carta escrita por Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, em 1500, contendo 27 páginas. Ele era escrivão da frota de Cabral. Em se plantando tudo dá, foi uma frase que ficou famosa. Foi uma profecia, pois, deu de tudo. Do bom ao ruim. Fica a critério de cada um calcular o que mais pesou. Alguns, só veem o que houve e há de ruim, outros, conseguem ver um lado bom também.

O Serviço Postal no Brasil foi instituído oficialmente em 1663, para regular e facilitar a comunicação entre Portugal e o Brasil Colônia. A travessia marítima era demorada, feita por navios veleiros da época. Em 1798, criaram os Correios Marítimos, para a instituição dos serviços regulares entre Brasil e Portugal. São os primeiros registros para organizar um serviço de correios em nosso país.

Em 1801 houve preocupação para expandir os serviços para o interior da Colônia. Criaram, então, os serviços de registrados para o interior e fixaram taxas conforme as distâncias. Com a vinda de Dom João VI para a Colônia, em 1808, o serviço postal consegue ganhar um novo modelo de desenvolvimento e fica melhor, nas condições permitidas pela época, é claro! Criaram o Regulamento Provisional da Administração Geral dos Correios da Coroa e da Província do Rio de Janeiro. Nasceu, assim, o Primeiro Regulamento Postal do Brasil.

Em 1817 estabeleceu-se um correio regular entre São Paulo e o Rio Grande do Sul. Em 1820, também é criado um correio regular entre Minas Gerais e o Mato Grosso. Na famosa data de 07 de setembro de 1822, o considerado primeiro carteiro do Brasil, Paulo Bregaro, entrega a Dom Pedro I, às margens do Riacho do Ipiranga, uma mensagem. O Príncipe Regente, logo após, declara nossa independência em relação ao Reino de Portugal. Em 1829 é criada a Administração dos Correios. Os serviços se estenderam para todas as capitanias das províncias brasileiras.

Os primeiros selos postais brasileiros são emitidos em 1º de agosto de 1843. Eram denominados “olhos-de-boi” e tinham os valores de 30, 60 e 90 réis, o dinheiro da época. Os selos são considerados a segunda emissão filatélica na história dos serviços postais do mundo. Foi precedida pelo selo Penny Black, do serviço postal da Inglaterra.

Em 1890, a Repartição Postal passa para o Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Foi logo após a proclamação da República, que aconteceu em 15 de novembro de 1989. O Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas é criado em 1893. Os Correios e Telégrafos ficam subordinados a ele.

O transporte de malas postais por via aérea no país, passa a funcionar a partir de 1921. Em 1923 é transportada a primeira “Mala Aérea Internacional” (ipsis litteris). Em 1931 foi criado o DCT – Departamento dos Correios e Telégrafos, O Correio Aéreo Militar foi criado em 1936 e deu origem ao Correio Aéreo Nacional em 1941. Em 1967 criaram o Ministério das Comunicações. Em 1968 o DCT passa a integrá-lo.

Em 20 de março de 1969 o DCT passa a ser a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a ECT, ou apenas, Correios, empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações. Tratamos aqui de um “resumo histórico”, pois há muitas informações na “vida” dos serviços postais brasileiros. Em 1980 foi criado em Brasília o Museu Postal e Telegráfico da ECT. Hoje, denomina-se Museu Nacional dos Correios, com mais de um milhão de peças relativas ao histórico postal, telegráfico e filatélico do Brasil. São 357 anos de história para ninguém botar defeitos!

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino comercial com reg. no MEC; formado no Curso Normal Superior pela Unipac.