Destaques Do Leitor

Botando ordem no STF

20 de outubro de 2020

Depois de acertadamente levar ao plenário, sua decisão que suspendeu habeas corpus, concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello, ao traficante André do Rap, que ao ser solto fugiu do País, o recém empossado presidente do STF, Luís Fux, toma mais uma decisão importante, que visa colocar ordem no STF. Decisão, tal qual, simples e objetiva, como a que dá um fim a esperteza de alguns advogados que defendem criminosos ou até corruptos, que apresentam seguidos pedidos de habeas corpos, até chegar nas mãos de um ministro que seja mais sensível para atender seu cliente. E, doravante, se ocorrer essa estratégia de seguidos pedidos de habeas corpus para o mesmo réu, o relator da matéria continuará sendo o ministro que primeiro foi sorteado para essa demanda judicial. Ou seja, essa decisão de Fux, vai cortar pela raiz essa demanda maquiavélica por habeas corpus…

Paulo Panossian – São Carlos/SP


A tragédia no Pantanal

Não são as centúrias de Nostradamus, mas sim um aviso da natureza que agirá a partir de agora, em legítima defesa, como essa tempestade de areia e cinzas de ontem no Pantanal segundo especialistas esse fenômeno raro só acontece em erupções vulcânicas. Por tudo que aconteceu com a biodiversidade e as florestas do Pantanal que eram o abrigo e habitat dos milhões de pássaros, fauna e flora, perderam a vida, principalmente pela inação dos governantes que esperaram mais de 100 dias para agirem e dos incêndios criminosos para renovação de pastagens que saíram de controle, pois os governos de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, só assim poderiam decretar estado de emergência e com 120 dias estado de calamidade pública para buscarem recursos no inoperante e omisso também governo federal. Se preparem para 2021 os humanos, o castigo maior poderá ser a seca nos rios, sem água não existirá a vida nem para as culturas de soja, nem para a pecuária. Quem sobreviver poderá contar a história, onde a natureza agiu em favor da biodiversidade, fauna e a flora na terrível tragédia, que levará mais de 100 anos para sua regeneração.
Com tristeza pela enorme tragédia.

José Pedro Naisser – Curitiba/PR