Destaques Do Leitor

Bobo da corte

26 de dezembro de 2020

Bobo da corte, bufão ou bufo era “o servidor” da monarquia encarregado de entreter o rei, a rainha e fazê-los rir. Uma obra teatral de Victor Hugo transformou-se na linda ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave.

Ter posicionamento político, ser de direita, centro, esquerda ou não ser de lado algum é prerrogativa de quaisquer cidadãos. Fazer críticas, comentários, concordar, discordar ou ser neutro em diversos assuntos, também é nosso direito. O que se observa, é ver pessoas discordando e atacando aqueles com os quais não concordam, de maneira grotesca, ofensiva, raivosa, mesmo que a pessoa atacada não tenha contra ela nada que a desabone. Não está sendo investigada, não responde inquérito e nem processo como vários por aí. Apenas, cumpre o papel que lhe confiaram.

Mas, alguém que não está satisfeito com o desenrolar dos trabalhos dos governantes de uma cidade, estado ou país, simplesmente se julga no direito de ofender? Chamar alguém de idiota, usando palavras grosseiras, às vezes, até de baixo calão, chamar de burro, de bobo da corte, não condiz com um comportamento de respeito! Revela sim, raiva, ódio, inconformismo por não ter emplacado seu candidato preferido. Enfim, mostra que tal pessoa extrapola no seu direito de criticar.

O bom e verdadeiro crítico é aquele que pondera, usa de elegância na sua fala ou escrita, dizendo o que pensa, mas, de forma respeitosa, sem ofensas. Saber discordar é uma arte, é preciso estar preparado para ela. Não apelar, usar de uma boa e sincera educação, ser civilizado, é um dever de todos os cidadãos que queiram externar seus pensamentos ao público. É um dos ensinamentos na boa prática da oratória também.

Professor Luiz Guilherme Winther de Castro – Carmo do Rio Claro/MG


Privilégio

É de embrulhar o estômago a ideia do STF e do STJ de pedirem reserva de vacinas para seus integrantes. Essas castas não têm a mínima noção de cidadania, os argumentos para requerer tal privilégio são simplesmente inconsequentes. Até quando o brasileiro suportará esse estado de coisas?

Carlos Ayrton Biasetto – São Paulo/SP