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Bastidores do Atlético-MG esquentam em momento decisivo do Brasileirão

21 de dezembro de 2020

Grupo dos 4 R’s é formado por Rafael Menin, Renato Salvador, Rubens Menin e Ricardo Guimarães. / Foto: Divulgação

Belo Horizonte – O efeito da derrota do Atlético-MG para o São Paulo no Campeonato Brasileiro foi imediatamente sentido na tabela de classificação, com o Tricolor paulista, líder com 53 pontos, abrindo sete pontos de distância para o Galo, que se mantém na segunda colocação.

O time de Jorge Sampaoli, no entanto, pode ser ultrapassado pelo Flamengo, hoje, domingo, 20, no jogo contra o Bahia, no Maracanã. O resultado negativo atingiu em cheio também a matemática alvinegra pelo tão sonhado título nacional num momento de movimentações políticas que vão se intensificando nos bastidores do clube.

O revés no Morumbi manteve abaixo dos 8% — mais especificamente em 7,7% — as chances de conquista por parte dos mineiros. Em um comparativo entre arquirrivais, apesar de estarem em divisões diferentes, o Cruzeiro, décimo colocado na Série B, tem mais chances de acesso (8,2%) do que o Galo de ser campeão na Série A.

Além dos problemas a serem corrigidos em campo pelo técnico Jorge Sampaoli, que terá um tempo maior de preparação antes do próximo jogo, contra o Coritiba, marcado para um dia depois do Natal, será preciso blindar o elenco dos efeitos da transição presidencial no clube.

Futuro presidente, Sérgio Coelho assumirá o cargo que hoje é ocupado por Sérgio Sette Câmara, que finaliza seu mandato em 31 de dezembro. O novo mandatário já afirmou que deseja manter Sampaoli à frente do time. E mais, Coelho tem vontade de esticar o contrato do argentino até 2022, já que o vínculo atual termina no fim do ano que vem.

Porém, o atual vice-presidente atleticano, Lásaro Cândido da Cunha, em mensagem pelo Twitter, fez questionamentos ao comando técnico do Galo. O que aponta diferenças entre parte da diretoria e o atual treinador.

O comando técnico merece avaliação detalhada da nova administração; o futebol precisa de estabilidade e segurança, mas quem o detém tem que se submeter a cultura vencedora do clube, suas tradições, compartilhar decisões, corrigir erros, etc. Ninguém está acima do clube (sic)”, publicou.

Não é segredo que o temperamento forte e o estilo de trabalho de Sampaoli, sem aceitar tantas ordens, não são bem-vistos por muitos. E não só no Atlético-MG, foi assim também no Santos, no ano passado. Algumas diferenças de pensamentos podem promover trocas mais profundas no departamento de futebol a partir da próxima gestão.
A permanência de Alexandre Mattos não está cravada em 2021, mesmo o dirigente tendo contrato com o Galo.