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Austrália e Nova Zelândia vão sediar Copa do Mundo Feminina de 2023

26 de junho de 2020

Gianni Infantino e a secretária-geral Fatma Samoura posam com placa comemorativa. / Foto: Divulgação

BRASÍLIA – A Copa do Mundo Feminina será realizada na Oceania pela primeira vez na história. A Fifa anunciou nesta quinta-feira que Austrália e Nova Zelândia foram escolhidas como sedes do próximo mundial, em 2023, depois de um processo de escolha no qual o Brasil também chegou a participar. A decisão foi divulgada depois de votação entre os membros do conselho da entidade, que se reuniram através de videoconferência.

O placar da votação foi de 22 a 13 a favor da candidatura dos países da Oceania, dentro dos 35 participantes do conselho que participaram da eleição. Membros das principais confederações do mundo, Uefa (Europa) e Conmebol (América do Sul) votaram em bloco na candidatura colombiana, que foi a pior avaliada pelos especialistas no processo. Esta também foi a escolha do vice-presidente da CBF, Fernando Sarney.

A candidatura mais bem avaliada foi a conjunta dos países da Oceania, que obteve a pontuação de 4,1, na escala de 1 a 5. O Japão obteve 3,9, e a Colômbia, 2,8. Os candidatos fizeram novas apresentações nesta quinta-feira, antes da votação pelos membros do Conselho da Fifa. O anúncio foi feito ao fim da eleição pelo presidente Gianni Infantino.

O processo de escolha da sede da próxima Copa do Mundo feminina foi marcado por idas e vindas e a desistência de candidaturas. O Brasil era um dos que pleiteava a organização do torneio, mas optou por sair da disputa depois de a CBF não conseguir garantias por parte do governo federal.
O Japão também resolveu retirar a candidatura de última hora, a três dias da decisão da Fifa, deixando a disputa apenas entre Colômbia e Austrália/Nova Zelândia. Isso ocorreu depois da avaliação das propostas por parte da Fifa.

Esta será a primeira Copa do Mundo Feminina a contar com 32 equipes na história. O torneio começou a ser realizado pela Fifa em 1991 e teve oito edições realizadas desde então – a última delas foi na França, no ano passado. Os Estados Unidos são os maiores vencedores, com quatro títulos, seguidos pela Alemanha, com duas conquistas, e Noruega e Japão, com um troféu cada.