Destaques Do Leitor

Aula de cidadania

16 de dezembro de 2020

Fui educadora nas escolas de Itaú de Minas, durante 40 anos, plantando e semeando: o saber, a força dos hábitos, dos valores e do bom exemplo. Sinto-me emocionada pela reportagem da Folha da Manhã, dia 17 de novembro, pág. 06, sobre a limpeza de Itaú de Minas no dia da Eleição. Que foto linda!

Digo ainda: Um sonho impossível tornou-se real e que não precisa acordo; o “certo” tem o mesmo significado em todas as línguas. Parabéns Itaú de Minas porque brilhou e tornou-se exemplo e ainda mais aconchegante. Os ensinamentos do momento são: de conscientização, de valor e a descoberta de que a força do querer resolve todas as situações. Parabéns aos candidatos vencedores, Itaú de Minas precisa, confia e espera um excelente mandato.
Guaxupé fez-me professora, em Itaú de Minas plantei a educação .

Prof. Darcy Barros Rodrigues – Itaú de Minas/MG


Reminiscências de um juiz

Quando eu estava na ativa, era chamado por algumas pessoas, pejorativamente, com o codinome de jurista marginal. O epíteto não me era atribuído pelos leigos em direito, o que seria menos doloroso, mas por profissionais que integravam o universo jurídico. Isto porque, seguindo a consciência e por uma questão de foro íntimo, eu dava sentenças que, naquela época, não guardavam sintonia com o pensamento dominante e a jurisprudência dos tribunais.

Optava por dar penas leves, quando era obrigado a condenar, do que aplicar pesadas penas. Acreditava na palavra e dialogava com acusados e réus, tratando-os como seres humanos, portadores de dignidade, porque tinham na alma, ainda que transgressores da lei, o selo de Deus.

Confiava em acusados e réus, firmando com eles pactos de bem viver. Emocionava-me porque nenhuma lei ou código de ética proíbe o juiz de ter emoções. Esforçava-me por obter acordos, no juízo cível, evitando que as partes prolongassem as contendas.

João Baptista Herkenhoff – Vitória/ES