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Audiência em Paraíso discute ampliação em cirurgias eletivas

20 de novembro de 2021

S. S. PARAÍSO – A Câmara de São Sebastião do Paraíso realizou na quinta-feira, 18, audiência pública para discutir a possibilidade de ampliar o número de cirurgias eletivas realizadas pela Santa Casa de Misericórdia do município. Além dos vereadores, estavam presentes o prefeito, Marcelo Morais, o vice-prefeito, Daniel de Oliveira, a secretária de Saúde, Adelma da Silva, e o provedor do hospital, Fernando Alvarenga.

Vinicio Scarano, Luiz de Paula e Maria Aparecida Cerize abriram a discussão perguntando sobre a capacidade técnica de se aumentar a quantidade de procedimentos realizados por mês, em atendimento a cobranças dos cidadãos. Cidinha lembrou ainda que a fila de cirurgias eletivas foi prejudicada devido à pandemia, uma vez que os procedimentos precisaram ser paralisadas por um tempo. Morais afirmou que sim, mas lembrou que a pandemia de covid-19 ainda não acabou, e que todos os protocolos de segurança ainda devem ser seguidos.

“Existe resolução vigente que permite a realização das cirurgias mesmo com pandemia. Acordamos com a Santa Casa a possibilidade de garantir operacionalmente três cirurgias por dia. Aumentamos os incentivos por parte do Município de R$ 45 mil para R$ 120 mil por mês para que isso ocorresse. Em setembro, não pudemos abrir a porteira. Em outubro, fizemos 230 procedimentos. Desses, foram 54 de vesícula, 30 de hérnia e 69 de urologia. Vinte e sete pessoas faltaram o agendamento. Em 2020, 35 mil procedimentos foram realizados durante o ano. Mesmo em pandemia, em 2021 nós já fizemos 44 mil procedimentos. Existem pacientes precisando de cirurgia, com casos muitos mais graves, mas que não posso correr o risco de colocar eles dentro do centro cirúrgico e contaminá-los com Covid-19”, informou o prefeito.

Ele disse ainda que tem tomado providências para extinguir a fila de procedimentos como ultrassom. Além da pandemia, a falta de médicos também é um desafio.

José Luiz das Graças acrescentou que há casos em que o tipo de prótese custeado pelo SUS é recusado pelo médico que fará a cirurgia. Marcelo Morais afirmou que tais situações devem ser levadas à Ouvidora do Município, que serão apuradas para a solução do problema. Lisandro Monteiro pediu cópia da listagem dos procedimentos realizados e lembrou que, em Termo de Ajustamento de Conduta firmado no Ministério Público entre Santa Casa, Município e Câmara, o Legislativo repassou recursos para a realização das cirurgias eletivas.

O provedor Fernando Alvarenga ressaltou que o fluxo da saúde é complexo, mas que é necessário entendimento sobre esses procedimentos.

“Existe um processo a ser cumprido. A Secretaria de Saúde tem que aprovar e agendar com a Santa Casa a data da cirurgia, a data da consulta, os exames, o preparo desse paciente… Isso demora, e não é um problema da Santa Casa”. Informou também que a instituição cumpre o acordado em contrato com o Município e vai além: “temos valor mensal de R$ 45 mil reais para cirurgias eletivas pelo SUS. Em agosto, setembro, outubro e novembro nós extrapolamos esse valor. Se fomos seguir a regra, já tínhamos parado de trabalhar”.

Alvarenga pontuou ainda o que considera um problema seriíssimo: a falta apoio para formação de enfermeiros e técnicos de enfermagem no município.

“Não temos gente para contratar”. Ele mencionou diversos investimentos na melhoria da estrutura do hospital, do serviço e da formação de futuros profissionais para a Santa Casa. Os vereadores Antonio Picirilo e Marcos Vitorino justificaram a ausência.