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As respostas dos enigmas

18 de agosto de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – Despertou curiosidade dos leitores as questões apresentadas às equipes. A primeira dizia “Dei início à instituição que acolhe com carinho muitos idosos. Latim é minha praia. Fui notório aluno de alunos meus. Em uma de minhas obras, vi um gigante que, para chegar ao futuro, caminha a passos largos. A) Quem sou; b) a que obra me refiro?

A resposta é Professor Chiquito (Francisco Soares de Melo), grande latinista, ex-aluno e professor da Faculdade de Filosofia de Passos que, à época de sua criação, teve pessoas com notório saber que foram alunos e professores ao mesmo tempo. Ele foi fundador e primeiro presidente da Sociedade São Vicente de Paulo em Passos. A obra a que se refere o enigma é o Hino à Passos, letra de sua autoria, música de José Marciano Negrinho.

Na edição de quarta o enigma dizia: “Fui amigo do maior de Itabira e me sentei na Academia Mineira de Letras. Tinha um zebu no meio do caminho. Manteiga e versos combinam. Hoje sou homenageado em um prédio público da cidade. A) Quem sou? B) Que prédio público me presta homenagem? A resposta é Wellington Brandão, poeta, advogado, foi promotor de justiça, Deputado Federal Constituinte que trabalhou pela moratória dos ruralistas, após a crise do zebu. Ele teve em Passos uma empresa de produção de manteiga, a Sulina. Hoje, dá nome ao Fórum de Passos.

O enigma seguinte era: “Minha profissão não é moleza, ao contrário do que faz supor a minha vizinhança, que vive na mamata. Sim, minha obra começa com muito choro. Hoje, vou de uma autoridade à outra. A) Quem sou eu b) o que eu fazia e me tornou uma pessoa reconhecida em Passos?” A resposta: Elvira Silveira Coimbra, parteira (o choro do bebê) muito conhecida e respeitada em Passos, que mereceu uma rua que vai da Avenida Comendador Francisco Avelino Maia (conhecida como Avenida da Moda) à rua Dr. João Bráulio, duas autoridades. A rua passa pela região conhecida como Mamata.

Na sexta as equipes tiveram que descobrir o seguinte: “No início de minha carreira, retratei um boi que, de tão caro, foi notícia na imprensa dos Estados Unidos. Minha obra, mais que da carne, ocupa-se do espírito. Já me fui, mas ainda estou em Passos, onde cheguei moço, pra ficar a vida toda. A) Quem sou eu? B) Onde a minha obra permanece, na cidade de Passos?”

A resposta: Wagner de Castro, artista plástico, nascido em Franca, cuja obra foi exposta no Masp (em São Paulo) e outras galerias. Mudou-se para Passos, nos anos 40. Ainda jovem, foi convidado a ir a Cássia pintar o famoso boi Aragão, adquirido pelo Comendador Antenor Machado, por 500 contos de réis, valor que mereceu nota no New York Times, segundo muitas lendas que circulam a respeito desse boi. Wagner nunca vendeu seus quadros, de cunho espiritualista. Fez a doação de dezenas de obras à nossa municipalidade, formando hoje o acervo permanente no espaço com seu nome na Casa da Cultura.

O último enigma trazia: “Girava em até 78 rotações por minuto, por isso, às vezes me sentia num carrossel, noutras, me confundia nas pronúncias. Ninguém me via, porque eu vivia no ar, isso me tornou extremamente popular. Como cheguei primeiro, em Passos, ajudei a tornar muitos dos que trabalhavam comigo verdadeiras celebridades. Um deles até tem seu nome em um ginásio. A) o que sou eu? B) A que pessoa estou me referindo, nome de um ginásio?”

A resposta é Rádio Sociedade de Passos AM (ZYN4), hoje Rádio Passos FM. Entre aqueles que tinham programa, Zé das Pronúncias, Shádalo Mustafé com seu carrossel de melodias. A pessoa a que se refere é nosso saudoso repórter esportivo, o Baru de Pádua, hoje nome do ginásio próximo ao Estádio Starling Soares.