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Aquiles Diniz quer fundo de R$500 milhões no Cruzeiro

17 de junho de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Conselheiro nato desde 1983, o empresário Aquiles Diniz se reunirá na próxima segunda-feira, 21, com o presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, para apresentar um projeto de R$500 milhões que visa dar viabilidade financeira para o clube após a transição de associação, modelo atual, para Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ex-sócio do Banco Inter e hoje atuante no segmento imobiliário, Aquiles conhece profundamente o mercado de investimento e tem em mente um projeto para a criação de um fundo que permitiria ao clube se reerguer economicamente, voltar a ser competitivo no futebol e também gerar rentabilidade a futuros investidores.

Em entrevista ao Superesportes, Aquiles Diniz explicou que o Cruzeiro de hoje é inviável e descartou a hipótese de empresários injetarem recursos no clube no momento. O balanço financeiro de 2020 mostrou que a dívida total da instituição chega a R$897 milhões.

“Ninguém vai botar dinheiro no Cruzeiro numa situação dessa, isso não existe. O que nós temos que fazer é um projeto competente, viável, que tenha rentabilidade, que aí vai chover de investidor”, aposta o empresário.

Tão logo o Cruzeiro migre para o modelo de clube-empresa – o que depende de aprovação no projeto de lei na Câmara dos Deputados e da sanção do presidente Jair Bolsonaro -, Aquiles só vê a viabilidade da instituição mediante criação de um fundo de investimento.

“Na minha cabeça, se lançarmos um fundo de R$500 milhões, por exemplo, seria um fundo que teria 500 cotas de R$1 milhão. Desde que se prove viável e com rentabilidade como são os clubes da França, da Inglaterra, da Itália, eu não vejo a menor dificuldade de se colocar isso no mercado”, explicou.

“Não tem empresário nenhum que me prometeu que vai participar. Eu vou participar. E quem quiser, vem junto. Não será botar dinheiro no Cruzeiro, será um investimento financeiro em empresa administrada por profissionais cujos objetivos serão títulos, glória e rentabilidade. (…) O investidor não é cruzeirense, não é americano, não é atleticano. Isso é uma coisa universal. Esse fundo pode ser vendido para a Arábia Saudita, para o Japão. O mundo inteiro pode investir nessa atividade esportiva, que é o futebol, que movimenta bilhões de dólares”, disse.

A entrada do “futuro Cruzeiro SAF” na bolsa de valores dependeria, segundo Aquiles, da comprovação da viabilidade do clube. Mas, de antemão, o empresário acredita que o ‘novo Cruzeiro’ tem potencial para gerar confiabilidade.

“O grande potencial é que o Cruzeiro tem nome e torcida: 8 milhões de torcedores. A venda de jogadores vai ser um ativo importante. A base é que dá estrutura para os times e pode-se fazer uma fortuna de venda de jogadores, mas de uma maneira profissional, não de uma maneira amadora”, concluiu.