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Após redução de 3% na refinaria, preço da gasolina segue estável

Por Nathália Araújo / Redação

5 de setembro de 2020

Os preços dos combustíveis em Passos e de São Sebastião do Paraíso foram os mais altos em Minas Gerais. / Foto: Agência Brasil

PASSOS – A Petrobras anunciou, nesta semana, a redução de 3% no valor cobrado pela gasolina, mas os preços ainda não sofreram alteração nos postos de combustível. Uma pesquisa realizada pela reportagem, na sexta-feira, 4, em Passos, mostra que – entre os estabelecimentos analisados – o valor mais alto cobrado pela gasolina chega a R$ 4,90, enquanto o menor fica em R$ 4,69. Se o pagamento for a prazo, pode haver acréscimo de R$ 0,25 a R$ 1.
Em valores, o corte foi de R$ 0,05 no preço cobrado pelo produto. No entanto, também houve novas avaliações para as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que chegaram a aumentar 27% e, sendo assim, dificilmente a diminuição chegará até o consumidor final.

De acordo com o proprietário de um posto de combustível da cidade, Gilberto Freire, o alto índice de tributos cobrados pela União é o principal responsável pela dificuldade de obter melhores ganhos.

Com tantas taxas a serem pagas, a verdade é que precisamos trabalhar de forma estratégica para conseguir cobrir os custos e, isso quer dizer que a margem de lucro não é alta como as pessoas imaginam. Além disso, a concorrência é muito grande e vivemos nessa briga de preços. Diante de tudo isso, o que posso dizer é que o ideal é oferecer um serviço honesto, bom atendimento e cobrar valores justos, porque isso é faz a diferença”, destacou o empresário.

O motorista de aplicativo Paulo Venâncio não está satisfeito com o preço médio da gasolina, especialmente porque tem de manter seu veículo abastecido para conseguir trabalhar.

Minha renda mensal depende das corridas, mas os investimentos estão altíssimos e isso impede que os lucros sejam maiores. Acredito que o melhor seria realmente reduzir os custos para incentivar os consumidores, estamos em meio a uma crise e somente com este tipo de impulso o mercado será capaz de encontrar condições favoráveis aos trabalhadores”, disse.

A Petrobras emitiu uma nota esclarecendo que existem quatro fatores capazes de influenciar diretamente nos valores: a quantia cobrada pelo produtor ou importador da matéria-prima, cargas tributárias, custo do etanol obrigatório e, ainda, margens de distribuição e revenda. No comparativo com os demais estados brasileiros, Minas Gerais ocupa o terceiro lugar no ranking dos combustíveis mais caros do país, atrás apenas do Acre e do Rio de Janeiro. Nossa parcela é a primeira, referente ao preço do combustível em nossas refinarias. A carga tributária responde por parte relevante do preço final. Os demais agentes da cadeia de comercialização, como importadores, distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, também influenciam na formação do preço final.