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Após 1º caso confirmado, Piumhi mantém restrições

9 de abril de 2020

PIUMHI – Diante do primeiro caso confirmado de covid-19 em Piumhi, o prefeito Adeberto José de Melo, o Deco, suspendeu a possibilidade de flexibilizar a abertura do comércio no município. Estava agendada para esta segunda-feira, 6, uma reunião com a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Piumhi e também com o comitê de crise da prefeitura, mas durante coletiva no domingo,5, o prefeito Deco anunciou que o decreto vai continuar até dia 12 de abril.

“A partir do dia 12 que nós vamos fazer uma nova análise a respeito disso. Então, mais uma vez, não flexibilizamos o decreto, justamente para ver se consegue manter essa epidemia em menos casos possíveis. E a gente espera que todos nos ajudem nesse momento que é angustiante”, afirmou o prefeito. A secretária de saúde de Piumhi, Aline Barbosa afirmou que a administração está atenta à solicitação dos comerciantes. “Temos um comitê que está muito sensível com a questão financeira, do impacto que esse isolamento pode causar e tem causado”, afirmou Aline.

A Secretária pediu calma neste momento, para as pessoas aguardem a data de finalização do decreto. De acordo com ela, o município já está tomando as atitudes necessárias. Aline ressaltou que entende que a movimentação a esse respeito não é o suficiente, mas amenizará os problemas dos mais afetados. “E se nós tivermos uma contaminação em massa, não terá como amenizar, após a contaminação, sobrecarregar o sistema, e se todas as pessoas ficarem doentes ao mesmo tempo e precisarem de atendimento ao mesmo tempo, nós não conseguiremos salvar vidas”, justificou a secretária.

 

ACE respeita, mas discorda

 

O assessor jurídico da Associação Comercial e Empresarial de Piumhi, José Geraldo, afirma que a entidade é contrária a manutenção das restrições. “A associação comercial respeita, mas não concorda com as orientações a respeito do cumprimento do decreto”, disse ele. A justificativa é que certas atividades são consideradas, tanto pelo decreto presidencial quanto estadual, fundamentais para o bom funcionamento das atividades tidas como essenciais. No caso, tais atividades são, de acordo com o advogado, “as atividades da construção civil, do agronegócio, as atividades ligadas às autopeças e as atividades ligadas ao ramo das autopeças”.

Porém, o advogado ainda considera que no momento é necessário a prioridade é defender o direito à vida e à saúde em detrimento de qualquer outro direito legal. Mesmo assim, a ACE enxerga que o pequeno empresário não pode ou não consegue se sustentar com sua atividade suspensa, isso “é o grande pleito da associação comercial, para que haja uma consonância para com os decretos municipais, que estão sendo publicados, reeditados, alterados a todo tempo”, afirmou o advogado.