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Apae celebra Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência

Carlos Renato / Especial

21 de setembro de 2021

No dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta das Pessoas com deficiência. A data foi oficializada no Brasil pela Lei nº 11.133 em 2005:/ Reprodução

PASSOS – Hoje, 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Passos participa da comemoração e da campanha Setembro Verde, criada, em 2005, para promover a inclusão das pessoas com deficiência e debater sobre seus direitos na sociedade. A instituição vai realizar uma videoconferência sobre paralisia cerebral, entre outros eventos.

“A cor verde foi escolhida como ato representativo de um conceito de florescimento dos direitos e seus processos de consolidação. Não é coincidência que o dia 21 deste mês também é comemorado o dia da árvore”, disse a presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Passos, Suderli Nicolau de Barros Maia.

Segundo ela, a data foi criada pela atuação de movimentos sociais, na década de 1980, e transformada na Lei Nº 11.133, em 2005, mas ainda é preciso conscientizar a população sobre a inclusão de pessoas com deficiência.

“É preciso, ainda, conscientizar a sociedade sobre a inclusão de todos para um mundo melhor e mais humanizado. Melhorou muito de alguns anos para cá, mas ainda precisamos lutar. Temos um país que possui leis e regulamentos direcionados para a pessoa com deficiência, no entanto, precisamos transformar essas normas em ações concretas”, aponta Suderli.

“Na Apae, não deixamos passar em branco esta data marcante. Sempre enfeitamos a associação com lembretes e cartazes, além de distribuir informação relevante para a causa aos usuários. Neste ano, faremos uma reunião, por meio de videoconferência, sobre mitos e verdades da paralisia cerebral, com palestras com nossos fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e fonoaudiólogos”, informa a presidente da instituição.

Para a presidente da Associação das Pessoas Portadoras de Deficiência Física de Passos (Reintegrar), Imaculada Conceição da Silva, o Setembro Verde é um ato de cidadania.

“A campanha é importante para conscientizar a sociedade que as pessoas com alguma limitação também são dotadas de direitos e merecem ser respeitadas, como forma de incluí-las na comunidade onde vivem, e reforçar que elas são capazes e podem ser o que quiserem”, afirma.

Devido aos riscos de transmissão de coronavírus, a entidade não terá atividades presenciais.

“Com as limitações sanitárias impostas, esse ano não teremos eventos presenciais, pelo fato que os deficientes são de grupos de risco e com comorbidades. Mas, na medida do possível, vamos levar mais conscientização e conhecimento sobre o assunto”, afirma Imaculda.

O estudante Pedro de Freitas, de 22 anos, afirma que a campanha do Setembro Verde ainda está um pouco apagada, em relação a outras também realizadas neste mês, e relata sua experiência sobre inclusão de pessoa com deficiência na cidade.

“A Apae foi muito importante na minha vida, comecei meu tratamento e atendimento lá, lugar onde começa a incluir socialmente as crianças na comunidade, principalmente quando lança celebrações e encontros de conscientização e visibilidade para o deficiente. A Reintegrar também agregou muito, foi através dos seus eventos que consegui o acesso ao ônibus que transporta cadeirantes gratuitamente e descobri os projetos que fornecem cadeiras de rodas, por exemplo”, disse.

De acordo com ele, é preciso investir mais em educação e atendimento qualificado.

“Além dos trabalhos já desenvolvidos por essas associações, que melhoram a vida dessas pessoas, o governo precisa investir em educação que forneça profissionais qualificados para atender as nossas demandas, com a disponibilidade de livros em braile, estudo de libras em escolas públicas e construção de mais rampas nesses locais, buscando um ensino mais inclusivo e menos segregador para todos se sentirem inseridos dentro da sociedade”, afirma Pedro.