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Aos 71 anos, ele não quer parar

13 de abril de 2020

SÃO PAULO – Felipão está no Rio Grande do Sul, num condomínio na praia de Capão da Canoa. Ele e a mulher, dona Olga Os filhos se dividem no Brasil e em Portugal, onde vai chegar mais um neto, a uma netinha, na verdade. Sem trabalhar desde que deixou o Palmeiras, o treinador participa de reuniões com sua equipe, Paulo Turra e Pracidelli, para aprimorar as coisas do futebol, desenvolver ideias táticas e técnicas para quando ele voltar à beira do gramado. “Provavelmente fora do Brasil”, disse, sem entrar em detalhes. Aos 71 anos, não pensa em parar.
Felipão disse já ter visto a final de 2002 algumas outras vezes, mas vai estar na audiência neste domingo. Se conseguir, vai ligar para jogadores.

Sua preocupação, no entanto, está na pandemia do novo coronavírus. Ele está quietinho em casa e fazendo caminhadas no condomínio, sem abusar. “Temos de ficar em casa. Não esmoreçam contra essa doença. Isso é o mais importante de tudo nesse momento. Todos nós devemos nos cuidar e seguir as orientações dos profissionais da saúde”, comentou o treinador.

Felipão fará um comentário neste domingo para a tevê, em que lembra aquela decisão com a Alemanha. Em 2014, ele voltou a enfrentar o time europeu numa Copa e perdeu. Ao jornal The Guardian, o treinador disse que “foi o maior desastre da seleção Perdemos para nossos erros.”