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Amostras de esgoto apontam queda de infecção em BH

18 de julho de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

BELO HORIZONTE – Estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estações de Tratamento de Esgotos Sustentáveis (INCT ETEs Sustentáveis) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio técnico e financeiro da Agência Nacional de Águas (ANA), reforça entendimento de que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) já teria chegado ao ponto máximo da curva de demanda hospitalar para tratamento da covid-19.

O projeto “Detecção e quantificação do novo coronavírus em amostras de esgoto nas cidades de Belo Horizonte e Contagem – Monitoramento COVID Esgotos” considera materiais coletados nas bacias do Arrudas e do Onça no período de 13/4 a 10/7, nas nas 16ª a 28ª semanas epidemiológicas após início da pandemia. O monitoramento foi feito de forma consecutiva e ininterrupta nessas localidades.

O levantamento estimativo da população infectada e dos casos confirmados (ver gráfico) revela, por exemplo, que os percentuais de amostras de esgoto que testaram positivamente para covid-19 chegaram ao ponto mais alto no período de 29/6 a 3/7, com projeção de 500 mil infectados. Na semana seguinte, de 6 a 10/7, o estudo já mostra redução para 350 mil contaminações. Isto significa que, entre a 27ª e 28ª semanas, a queda no contágio foi de 30%.