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Aluguéis de caçambas aumentam cerca de 15%

Por Ézio Santos / Especial

16 de setembro de 2020

os proprietários das empresas de locação de caçambas não têm motivos para reclamar da demanda pelos serviços, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. / Foto: Divulgação

PASSOS – Assim como os profissionais da construção civil, os proprietários das empresas de locação de caçambas não têm motivos para reclamar da demanda pelos serviços, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com eles, as requisições, em Passos, tiveram aumento de aproximadamente 15% no primeiro semestre deste ano.

Hoje, o município possui quatro empresas que locam caçambas, sendo que duas são administradas por uma mesma pessoa: Joacir Pimenta.

Uma coisa puxa a outra, porque geralmente as caixas recipientes são bastante usadas pelas pessoas que estão promovendo obras de novas construções ou reformas. Calculo um aumento de 15% no número de pedidos para ter o direito de entulhos e materiais diversos”, afirmou o dono da Disk e Alô Caçambas.

O empresário conta com 180 receptáculos com capacidade para 3 mil e 4 mil litros (3 mil m³ e 4 mil m³) e cinco caminhões. O preço unitário do aluguel para cinco e sete dias de uso, inclusive dos concorrentes, varia de R$ 90 a R$ 110.

Thiago Teixeira Lourenço, proprietário da Tele Caçamba, revela que nos últimos meses realmente houve aumento no número de pedidos, mas não considera um fato relevante.

O setor da construção civil tem elevado os aluguéis, o que não é surpreendente. Ressalto que no início da pandemia da covid-19, quando 80% do comércio passense ficou totalmente fechado, a demanda caiu cerca de 50%”, comentou. A empresa conta com 100 contêineres e três caminhões.

O proprietário do Fale Caçamba, Francisco Pereira, também confirma que houve aumento de aluguéis nos últimos meses, mas reclama que o preço por unidade não sofre reajuste há mais de dois anos.

No fim das contas o lucro é muito pouco, porque tudo subiu. Despesas com combustíveis, peças, manutenção de dois caminhões, máquina para espalhar e compactar os aterros de resíduos da construção civil, mais conhecidos por bota-fora”, lamentou.

A maior parte dos resíduos colocados nas caçambas é totalmente descartada, mas há muitos materiais recicláveis e reaproveitáveis.

As pessoas que moram no entorno dos aterros das locadoras de receptáculos geralmente são famílias, sobrevivem recolhendo tudo que serve para ser vendido ou recuperado e até reusado, principalmente do setor da construção civil. Agora, determinados tipos de materiais que degradam o meio ambiente são descartados no Aterro Controlado da prefeitura”, explicou Lourenço.