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Alta do dólar faz saca do milho superar R$50

13 de Maio de 2020

Foto: Divulgação (Site EBC)

PASSOS – A pandemia do novo coronavírus trouxe incertezas em relação à demanda de milho e pressionou os preços futuros da commodity negociados na Bolsa de Chicago (EUA). Apesar deste cenário, a disparada do dólar, que encerrou a sessão de terça-feira, 12, a R$5,79, tem compensado os preços em reais aos produtores brasileiros.

Darlan Esper Kallas, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Passos, considera que, de modo geral, a alta do dólar representa uma correção no valor do cereal, que, há mais de seis anos, tem sido prejudicado pelo alto custo de produção.

A alta do dólar não deve ser vista como um benefício ao produtor, mas sim como uma correção. A diferença acaba por reestruturar uma defasagem existente há mais de seis ou oito anos, que, por sua vez, é proveniente do encarecimento do díesel e demais insumos necessários para uma boa produção e colheita”, considerou.

De acordo com Kallas, no ano passado, o valor da saca de milho era cotado entre R$41 e R$45, atualmente, o valor está um pouco acima de R$50. Ainda conforme o presidente, além da mudança de preço, os aparatos existentes nas lavouras do município possibilitarão um desempenho ainda melhor em 2020. “Estamos bastante otimistas para a safrinha. Hoje, o agronegócio é muito forte, a tecnologia e a internet colaboram para melhores precisões. Os produtores também têm se profissionalizado cada vez mais, o que proporciona ainda mais experiência técnica ao plantio”,disse.

Por outro lado, o produtor rural Wender César Lago observa que a alta do dólar acaba por encarecer os insumos agrícolas e valorizar a colheita da soja. “Pelo que observo, o milho continua com o mesmo preço, o que tem sido alavancada é a venda da soja. Em complemento, a respeito de como deve ficar o plantio de milho neste ano, estamos esperando chuvas nessa semana, se continuar a atual incidência de raios solares, poderemos ficar prejudicados”, contou.