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Alpinópolis vai cadastrar trabalhadores na safra de café

24 de abril de 2020

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 12-06-2013, 09h00: Plantação de café onde pesquisadores da Embrapa estudam os efeitos do aquecimento terrestre e o do aumento de CO2 na atmosfera no comportamento das plantas. O estudo pretende prever como será o comportamento de pragas, doenças e plantas invasores diante dessas mudanças. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

ALPINÓPOLIS – Cerca de 250 trabalhadores rurais que normalmente são contratados para a colheita de café em Alpinópolis, oriundos de outras cidades, terão que ser cadastrados por seus empregadores na prefeitura junto ao Departamento Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, com no mínimo dez dias de antecedência dos trabalhos. Esta deliberação foi assinada pelo prefeito do município, José Gabriel dos Santos Filho, o Zé da Loja, na quarta-feira, 22, em novo decreto relacionado à pandemia do coronavírus.

De acordo com informações repassadas pela prefeitura, há uma grande quantidade destes trabalhadores que vai para a comunidade de Três Barras, que faz parte do município de Carmo do Rio Claro, mas que fazem compras de medicamentos, roupas e alimentação em Alpinópolis.

Conforme o decreto, os contratantes de trabalhadores rurais vindos de outros municípios para trabalharem na safra deverão ser cadastrados junto ao departamento. “O contratante residente da cidade procura o Departamento de Agricultura e Meio Ambiente e, já com os nomes dos contratados, informa o município que essas pessoas estarão chegando para a safra”.

Ainda conforme o novo decreto, fica autorizado o transporte coletivo de trabalhadores para as atividades agrossilvipastoris e agroindustriais, cumprindo as determinações, restrições e práticas sanitárias de limitação da lotação do serviço de transporte coletivo de passageiros à capacidade de passageiros sentados; a realização de limpeza minuciosa diária dos veículos e, a cada turno, das superfícies e pontos de contato com as mãos dos usuários, com utilização de produtos de assepsia que impeçam a propagação do vírus.

Também terão que fazer a higienização do sistema de ar-condicionado do transporte de passageiros; a manutenção, quando possível, de janelas destravadas e abertas de modo a possibilitar a plena circulação de ar; a fixação, em local visível aos passageiros, de informações sobre higienização e cuidados para prevenção, enfrentamento e contingenciamento da pandemia do coronavírus.

O decreto recomenda, ainda, que os agricultores não contratem pessoas pertencentes aos grupos de risco até que sejam suspensas as restrições impostas para o trabalho delas em ambiente coletivo. Para colhedores com sintomas aparentes da covid-19, a orientação é providenciar o imediato isolamento e a comunicação às autoridades sanitárias locais.

As propriedades rurais devem afixar em pontos estratégicos orientações para higienização das mãos, e disponibilizar, de forma permanente, álcool 70%, sabão e água limpa, especialmente em locais de aglomeração de pessoas, como refeitórios e alojamentos. E, para aquelas que fornecem refeições, devem fazê-lo em marmitas descartáveis.

Nesses ambientes, devem ser tomados, rigorosamente, todos os cuidados de higienização das mãos e do próprio recinto, além de serem assegurados o distanciamento mínimo e a ventilação natural. Deve-se evitar a aglomeração de pessoas no refeitório, criando um escalonamento em pequenos grupos.

Com relação aos equipamentos de proteção individual (EPI’s) como óculos e luvas e recipientes como garrafões e garrafas, bem como os panos de colheita, sacarias e peneiras, devem ser separados e identificados com o nome do trabalhador. Todos esses itens devem ser higienizados diariamente e a utilização por outra pessoa só deve ser autorizada após cuidadosa desinfecção. É importante reforçar que objetos pessoais como talheres, copos, canivetes, isqueiros, cigarros e outros não devem, sob hipótese nenhuma, ser compartilhados.

O pagamento da colheita deve ser feito de maneira escalonada ou ao longo da semana ou do dia, de forma a evitar filas e aglomerações.