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Álcool e festas são os principais problemas da brigada contra a covid, diz coordenador

1 de junho de 2021

Divulgação

PASSOS – O diretor de Saúde Coletiva da Prefeitura de Passos, Thiago Salum, coordenador da Brigada de Enfrentamento à Covid-19, afirma que o consumo excessivo de álcool e confraternizações familiares são os principais problemas enfrentados pelos brigadistas durante a fiscalização. No último sábado, entraram em vigor novas medidas que restringem o horário de funcionamento no comércio e nos serviços em geral.

Para ele, as maiores dificuldades encontradas nas abordagens são a grande quantidade de pessoas alcoolizadas, inclusive menores de idade, e a falta de respeito para com os brigadistas. Segundo ele, durante as abordagens ocorrem várias agressões verbais.

“Problema crônico desde quando a brigada foi criada é a bebida alcoólica, que provoca aglomerações nos estabelecimentos comerciais, residências em geral, chácaras e sítios nos arredores do perímetro urbano, principalmente às sextas, sábados e domingos. A cidade vira um verdadeiro inferno. Quando as equipes chegam nos locais alvos de denúncias, na grande maioria dos casos, elas são recebidas com desrespeito, palavrões e ameaças por parte de pessoas alteradas em razão da embriaguez. O certo é que a população passense não colabora mesmo”, disse Salum.

Para o coordenador, é preciso tomar providências urgentes quanto à venda de bebidas alcoólicas, inclusive para menores de idade, do contrário, as festas clandestinas não serão interrompidas.

“Do jeito que está a situação, os eventos entre amigos e familiares com convidados vão continuar sem controle e o vírus tomando conta da cidade. A solução é proibir totalmente a venda, principalmente nos supermercados e minimercados, que são mais difíceis de fiscalizar. Bares, lanchonetes e similares é mais fácil de controlar quem vende, inclusive para menores de idade, o que é proibido por lei”, afirma.

Segundo Salum, nesta semana haverá uma reunião com o Ministério Público para articular medidas para coibir o envolvimento de adolescentes em aglomerações.

“Tenho observado que 90% deles saem de casa para encontros festivos com muita gente junta, em média 20 indivíduos de ambos os sexos. Sem saber que muitos estão assintomáticos, são contaminados pelo vírus e contagiam quase toda a família. É uma falta de respeito tremenda com seus entes queridos, e por isso que o número de casos e mortes não para. Isso acontece não só em Passos, mas também na região toda”, lamenta o coordenador.