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Álbum do leitor: ‘A Folha é um legado que meu pai me deixou’

Por Adriana Dias / Da Redação

3 de novembro de 2020

O assinante Luiz Fernando de Sousa gosta de ler o jornal logo pela manhã, antes de começar a trabalhar. / Foto: Divulgação

O Álbum do Assinante deste domingo, 1º, traz o jovem Luiz Fernando de Souza, de 38 anos, funcionário público municipal, bacharel em Direito com pós graduação em Ciência Política, pela Faculdade Unyleya, e pós graduando em Ensino de Sociologia. Ele contou que a assinatura da Folha da Manhã é praticamente hereditária, aprendeu a ler e admirar o jornal matinal com seu pai e segue o ritual da leitura diariamente.

De acordo com Luiz Fernando, seu pai Antonio Roberto de Souza (falecido em 1997) assinava a Folha da Manhã e, então, desde criança ele traz boas recordações do jornal.

Eu lia, sempre gostei muito de política, tendo, inclusive me especializado em Ciência Política. Sempre acompanho a história e a história política de Passos e da região. E, é por meio do jornal que consigo me informar sobre tudo isso. Sou sobrinho de Mizael Ferreira da Silva e Odilon Ferreira da Silva, que sempre foram políticos. Com isso, a política sempre me interessou e isso faz com eu me interessasse sempre pelos bastidores, da Câmara e da Prefeitura. Assinei por um período, fiquei um tempo sem e percebi que me fazia muita falta, então voltei a assinar para acompanhar, principalmente as editorias de política, economia e um pouco das colunas sociais”, contou.

Questionado sobre a importância do jornal impresso frente à internet, o assinante disse considerar importantíssimo assinar o impresso, porque as notícias on line não têm a mesma apuração que o impresso.

O calor do dead-line (tempo) para a internet a gente entende que é curto. E, no jornal impresso sabemos que os jornalistas têm mais tempo para se aprofundar nas pesquisas e informar, mesmo que no dia seguinte ao fato, uma notícia mais apurada, ouvindo várias fontes. Entendo que o impresso não vai acabar. O leitor tem mais confiança no impresso do que no eletrônico, seja qual for o canal. É difícil saber quais os sites são confiáveis. Além do jornal diário nos levar para a realidade do município e da região onde vivemos. Pela internet não temos tanto essa proximidade e profundidade, além da confiabilidade. Eu confio muito mais na Folha da Manhã”, afirmou.

E, para Souza, ele entende que só pela política é possível mudar a realidade de uma comunidade.

Tenho observado nesta campanha municipal a população não está muito engajada. As pessoas até se interessam em ler matérias a respeito, mas parece que não se sentem representadas por nenhum candidato”, acrescentou.

Ainda sobre o jornal, o jovem contou que tem todo um ritual. “Eu gosto de levar o jornal para o meu trabalho. Chego lá e antes mesmo de passar meu ponto, abro e leio. Gosto do cheiro do jornal, da textura do papel. Tomo um cafezinho e leio, vou logo para os informes e leio as principais matérias. Só depois de ler é que começo a trabalhar”, finalizou.