Destaques Geral

Alago e Ameg preparam projetos para apresentar à Furnas

4 de março de 2021

O objetivo foi o levantamento e alinhamento prévio quanto às demandas específicas dos municípios que margeiam os lagos. / Foto: Divulgação

C. R. CLARO – Prefeitos, lideranças políticas e representantes de 22 municípios da Microrregião do Médio Rio Grande – Ameg e do Lago de Furnas – Alago participaram de uma reunião na Câmara Municipal de Carmo do Rio Claro. O objetivo foi o levantamento e alinhamento prévio quanto às demandas específicas dos municípios que margeiam os dois lagos e que serão apresentadas para possível financiamento de Furnas Centrais Elétricas (Eletrobras).


Você também pode gostar de: Acusado de comandar tráfico no Santa Luzia, pastor é preso

Em sua fala, o prefeito de Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo, anfitrião do evento, lembrou da luta pelas cotas mínimas para os Lagos de Furnas e Mascarenhas de Morais, entre outros problemas, e ressaltou o esforço conjunto de várias lideranças do setor público e privado.

O prefeito de Cristais e presidente da Alago, Djalma Carvalho, agradeceu o esforço das lideranças em buscar atender às demandas da região, em especial os municípios que margeiam o Lago de Furnas e Peixoto. Ele ressaltou que somente com o esforço coletivo, através da participação, através do Associativismo e a mobilização de todos os prefeitos é que se conseguirá alguma coisa.

Do contrário somos forças esparsas, sem visibilidade. Vivemos muitas batalhas, mas, a cota 762 para nós e a 663 para Peixotos será um divisor de águas. De braços dados, não só com palavras, mas, com voz e luta conseguiremos avançar para que, a partir do uso múltiplo das águas consigamos entrar em outro patamar de desenvolvimento”, comentou.

O prefeito de São José da Barra, Paulo Sérgio Leandro de Oliveira, Serginho, salientou em sua fala os esforços que os prefeitos têm feito para conseguir realizar seus mandatos.

Agradeço o empenho de outras lideranças e convoco todos os municípios da Ameg e Alago para solucionar as questões referentes às balsas, da piscicultura e também da garantia do uso múltiplo das águas de Furnas e Mascarenhas de Morais”, falou aos presentes o presidente da Ameg.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Capitólio, Gustavo Toledo, salientou a importância de se estabelecer paralelamente ao programa de produção de águas um programa de Pagamento por Serviços Ambientais – PSA aos proprietários de terras que se dispuserem a participar do “Plantado Águas para Furnas e Peixoto”. Conforme Emidinho Madeira essa possibilidade já é considerada e também já há um diálogo com o Governo de Minas Gerais para o direcionamento de recursos do Programa Bolsa Verde.

A reunião foi encerrada com uma terceira proposta e é direcionada à Ameg e à Alago. Neste caso, as associações deverão apresentar projetos de interesse regional, em especial aqueles que envolvam a geração e utilização de energias renováveis. Municípios podem apresentar projetos a partir do lixo, vento, fotovoltaica, biodiesel, solar, etc.

Também poderão ser apresentadas propostas para o Meio Ambiente – reserva legal, hortos, jardim botânico, conservação do ar/água/floresta, criação de instituto de pesquisa, entre outros. Foi solicitada, tanto aos municípios quanto à Ameg e à Alago, urgência no levantamento e envio dos dados para a consolidação das demandas ainda dentro desta semana.


Municípios pedem a substituição de balsas

CARMO R. CLARO – Durante o encontro, o professor Luiz Carlos Machado Rodrigues, do Instituto Federal Campus Muzambinho, apresentou as demandas que devem ser financiadas de forma prioritária por Furnas Centrais Elétricas/Eletrobras.

Destaque para o Projeto “Travessias de Balsas”. Conforme relatos dos prefeitos presentes, os municípios contam com equipamentos antigos que requerem muita manutenção para garantir a segurança dos usuários e em função dessa situação será considerada a substituição de todas as balsas em atuação nos Lagos de Furnas e Mascarenhas de Morais. Conforme a apresentação há um Termo de Referência sendo elaborado pela Secretaria de Estado de Transportes de Minas Gerais em parceria com a Superintendência de Engenharia de Furnas.

Ainda sobre as balsas, foi colocada a questão sobre a gestão dos novos equipamentos e a prestação do serviço de travessia, se continua sob a responsabilidade dos municípios, se será repassada para um Consórcio Público ou haverá concessão ao setor privado. Neste caso, os prefeitos e as associações microrregionais se comprometeram a definir o caminho e já realizam um levantamento de dados como número de embarcações, problemas atuais nas balsas, onde há cobrança, quais os valores cobrados, população atendida, número de veículos embarcados e sugestões para atendimento.

A segunda proposta a ser levada à estatal é o Programa “Plantado Águas para Furnas e Peixoto”. Para esse programa devem ser destinados quase R$ 20 milhões que serão rateados pelos municípios para a recuperação de mil nascentes por localidade. O Programa “Plantando Águas para Furnas e Peixotos” terá ainda o desenvolvimento de outras iniciativas como o “Projeto Mais Peixes”, “Projeto Mais Turismo”, “Projeto Mais Esportes Aquáticos”, “Projeto Mais Saneamento Básico” e o “Projeto Mais Mel”.