Destaques Do Leitor

Adiamento

23 de Maio de 2020

O Brasil em crise. O governo gastando o que não tem com a covid-19 e suas consequências para socorrer e aliviar a pandemia. É momento de cortar gastos. Enquanto isso, fala-se em eleições neste ano, o que gera despesa de R$ 4 bilhões com os fundos eleitoral e partidário. O sensato é prorrogar por dois anos os mandatos de prefeitos e vereadores para, em 2022, termos eleições gerais. O correto é extinguir tais fundos e eleições só de quatro em quatro anos.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES

Covid-19 devasta 2020

Ninguém foi capaz de prever essa pandemia do covid-19! Que pela sua alta letalidade está devastando vidas, empregos e a economia mundial. Que em apenas cinco meses do aparecimento do cororavírus na China, já infectou quase 5 milhões de pessoas, e 310 mil óbitos. E o Brasil, com quase 250 mil infectados e 16 mil mortes, dentro de alguns dias certamente galgará a triste posição de segundo lugar de pessoas infectadas e de óbitos, ficando atrás somente dos EUA.

E por coincidência, países esses dos mais afetados por essa pandemia, que são governados por presidentes sem refinamento institucional, respeito aos parceiros comerciais, e que também desprezam a ciência, como Jair Bolsonaro e Donald Trump. E a conta dos efeitos da paralização da atividade econômica em função do covid-19 vai chegar pesada. O Brasil, como prevê o FMI deve ter um PIB negativo de 5,3% neste ano. Mas, estudos de renomados especialistas preveem tombo maior. Como do economista Jose´ Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, que prevê queda de 7,8%, e de renda per capita 15% menor neste ano.

E vê dificuldade para recuperação da nossa economia no pós pandemia, mesmo porque com o trauma do covid-19, vai impedir bons resultados, como exemplo, no setor de turismo nos próximos dois anos. E, como prova da derrocada da nossa atividade produtiva, é que num mês ainda não tão afetado pela pandemia como de março a queda foi de 5,9%. Abril, maio e junho certamente devem apresentar números mais assustadores. Além, da tragédia de outros milhões pessoas nas estatísticas dos desempregados, e de milhares de empresas quebradas. E para minorar esse quadro, só respeitando a ciência e o isolamento social…

Paulo Panossian – São Carlos/SP