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Ações diferenciadas e mais assistência garantem bom resultado para produtor

22 de abril de 2021

Antônio e Paulo, pai e filho, na queijaria. / Foto: Divulgação

SÃO ROQUE – A queijaria Pingo do Mula, em São Roque de Minas, desenvolve um trabalho diferenciado que envolve o resgate das verdadeiras origens do território do queijo Canastra, as boas práticas de fabricação, o turismo, a gastronomia e a certificação da queijaria.


O que você também vai ler neste artigo: 

  • ATeG
  • Selos
  • Conquistas

O produtor Paulo Henrique de Matos Almeida que administra a propriedade da família desde 2015 integra o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg/Senar/Inaes desenvolvido no município pelo Sindicato dos Produtores Rurais de São Roque de Minas.

O trabalho que inclui a assistência técnica e gerencial mais a produção com as boas práticas de fabricação, segue firme na queijaria, mas as visitações estão suspensas desde o início da pandemia. Paulo encontrou uma forma segura para todos os envolvidos na produção e na comercialização do queijo Canastra. No site da queijaria ele informa os revendedores em todo país. Dessa forma quem quiser consumir o queijo Pingo do Mula saberá onde encontrar o local mais próximo da sua residência.

Todos estão enfrentando dificuldades nesse momento. Essa foi a forma que encontramos de colaborar com nossos parceiros e ao mesmo tempo, comprando o queijo mais próximo da sua residência, o consumidor ganha no valor do frete”, disse Paulo. A queijaria produz atualmente 15 peças de queijo/dia.


ATeG

Com grande experiência no segmento do queijo Canastra, Paulo assumiu a direção da propriedade e as atividades da família, em 2015. A partir dessa data começou um processo de evolução para a conquista dos certificados.

Meu pai trabalhava com a venda direta aos queijeiros, que comercializam o queijo Canastra para o consumidor final. Quando assumi a produção foquei o trabalho para a conquista de novos mercados e passamos por um período de adaptação as exigências do IMA para a certificação. Nesse processo integramos ao ATeG“.

Há um ano no programa, Paulo destaca que os processos gerenciais fazem com que toda a produção da fazenda seja analisada de forma separada, como a produção do volumoso para o rebanho, a produção do leite e a do queijo.

Antigamente era comum conduzir tudo como uma empresa só. O ATeG nos mostra que não. São setores diferentes, onde um complementa o outro e a sanidade financeira de cada um reflete no custo final do queijo. Com a gestão correta dos setores, temos a sanidade financeira da fazenda”, disse o produtor.


Selos

Desde que assumiu a propriedade, Paulo trabalha para a aquisição das certificações que garantem a qualidade do seu produto para o mercado. Assim, ele já conquistou vários selos como o SISBI-POA que sistematiza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal. Há um ano a queijaria também conquistou o Selo Arte que identifica produtos elaborados com matérias-primas de origem animal a partir de técnicas manuais.


Conquistas

Outras conquistas são o Selo Nacional da Agricultura Familiar que identifica a origem e fornece as características dos produtos da agricultura familiar e o Certifica Minas que integra o Programa de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais de Minas Gerais e atesta a qualidade e sustentabilidade da produção. Todos eles garantem as boas práticas de fabricação, bem-estar animal, sustentabilidade, produção artesanal de origem comprovada.