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ACE de Piumhi entrega manifesto à prefeitura

18 de abril de 2020

PIUMHI – Nesta quinta-feira, 16, a Associação Comercial e Empresarial de Piumhi (ACE) entregou um manifesto à Prefeitura, que solicita o isolamento vertical e propõe um plano de contingenciamento para que todas as empresas retornem às suas atividades, respeitando as orientações do comitê gestor. Em apoio, comerciantes e empresários realizaram um movimento nesta sexta-feira, 17, no intuito de agilizar as transações e propor a abertura segura e imediata do comércio na cidade.

Em nota, a ACE ressaltou que desde o dia 19 de março, quando foi publicado o primeiro decreto determinando a suspensão das atividades do comércio, tem trabalhado incansavelmente buscando alternativas para minimizar os impactos que o isolamento social tem provocado ao setor comercial do município. Está prevista para o dia 24 uma reunião entre a associação e o comitê gestor da prefeitura, visando debater a possibilidade de uma maior flexibilização.

Diante disso, empresários da cidade se organizaram em frente à Secretaria Municipal da Saúde para uma manifestação acompanhada pela Polícia Militar. A vereadora Shirley Faria, que participou do movimento, relatou que este decorreu “sem barulho, sem anarquia” e respeitou as determinações do decreto. “O comércio fechado em nossa cidade chega a ser um absurdo, porque nós estamos vendo que as pessoas estão passando por grandes dificuldades”, afirmou a vereadora.

 

Manifestação

 

De acordo com Francisco de Oliveira, que representou o movimento frente à imprensa, o intuito é que seja feito um isolamento vertical e que o comércio seja aberto de forma segura e responsável. “O Brasil inteiro vem reintegrando o cotidiano normal e ninguém se manifesta. Lançaram um decreto por tempo indeterminado, não podemos aceitar isso. Nós temos que tomar as providências, o comércio tem que reabrir. Abrir de forma pacífica, responsável, dentro da lógica”, relatou. A necessidade da manifestação, no entanto, decorre de uma impaciência popular. “O comércio não aguenta esperar. O comércio quer abertura imediata, vão ser mais baixas, mais demissões, e nós não podemos mais esperar”, afirmou. De acordo com Francisco, o comércio foi aberto em todas as cidades vizinhas, menos em Piumhi. “Simplesmente queremos ser ouvidos e que seja julgado rápido, que seja feita uma solução para nós. E caso contrário, porque nós temos diversas cidades que estão abertas e nós não estamos?”, disse ele.

Com cartazes nas mãos, máscaras e distância de 2m de cada manifestante, os empresários se organizaram em frente à Secretaria de Saúde Municipal buscando a volta dos seus trabalhos. A empresária Elaine Fidélis, conivente também com o protesto, relatou que o fechamento do comércio vai agravar a fome das famílias. “A fome também mata e que mata muito”, disse ela, “se não forem tomadas medidas, a gente vai lidar com o vírus e vai lidar com a fome, com a violência, com um caos geral. Então está na hora de acordar, a gente quer trabalhar”.