Destaques Do Leitor

A pandemia e o dominó

25 de julho de 2020

Dominó é um jogo que nos auxilia, seja em qualquer idade, a passarmos algumas horas sem que vejamos o tempo correr, imagino todos conhecerem. Esses dias, fazendo uma comparação com a pandemia, cheguei a uma conclusão, no mínimo interessante. Na verdade, a analogia nem foi exatamente com o jogo em si, e sim com as peças que o compõe.

Quando colocamos suas peças de pé, uma atrás da outra, e empurramos a primeira, acontece o que chamamos de “ efeito dominó “, que nada mais é, que a queda de todas as outras peças, provocada pela primeira. A pandemia, quando não agimos com prudência e responsabilidade, a probabilidade de acontecer o efeito dominó, torna-se muito grande. Nesse caso, a primeira pedra seria ,cada um de nós que de forma irresponsável, vamos contaminando as outras peças, que na maioria das vezes são aquelas as quais amamos, nossos pais, irmãos, companheiros de trabalho e nossos melhores amigos.

Sendo assim, vejamos o tamanho da nossa responsabilidade e tenhamos consciência. Não é um momento em que a nossa negligência afeta apenas a quem negligencia. Podemos levar o vírus para dentro de nossas casas contaminando aquelas pessoas que estão se cuidando e respeitando o momento delicado pelo qual estamos atravessando, ao contrário de alguns que não se comovem com tantos óbitos no país e no mundo.

A saudade de quem amamos pode até doer, mas não mata, já o vírus, esse sim mata, então, vamos aguardar um pouco mais. Não consigo ver necessidade de bares abertos e tão frequentados como se nada estivesse acontecendo.

A pandemia está aí para que aprendamos, como o medo e com a dor, aquilo que não aprendemos com amor. Dentre tantos ensinamentos que vamos ter que absorver, destaco a responsabilidade a tolerância e a paciência, para que não nos transformemos na peça do dominó responsável pela queda de todas as outras, por egoísmo e desamor.

Carlos Valente – Passos/MG

Realidade

Mais uma mala cheia de dinheiro suspeito apareceu, agora na casa de Agnelo Queiroz (PT-DF). Até pouco tempo atrás, imaginava mala de dinheiro só em filmes de Hollywood.

José A. Muller – Avaré/SP