Destaques Do Leitor

A mesquinhez humana

26 de agosto de 2020

Recentemente, repercutiram-se nos noticiários e nas redes sociais dois episódios desagradáveis de demonstração de caráter. Um, foi a arbitrariedade praticada por um agente público na cidade de Santos, e outro foi a humilhação e a ofensa racista sofrida por um entregador num condomínio de luxo na cidade de Valinhos. Ambos os fatos leva-nos a refletir sobre as atitudes mesquinhas e fúteis que algumas pessoas podem praticar. Enquanto uma tenta apresentar seu poderio para um policial, a outra profere palavras vexatórias e infames, com o intuito de, talvez, intimidar um simples entregador. Particularmente, considero esses fatos semelhantes, pois, são formas de expressar o ‘poder’ que supostamente têm.

Em vista disso, analiso esses acontecimentos sobre duas perspectivas; a primeira é que o único ser poderoso é Deus! Nós humanos não passamos de seres presos na insignificante presunção de importância e/ou poder. A outra é que pessoas ao agirem assim, não têm mais nada a oferecer, senão, sua mísera sensação de superioridade em relação a outras. Logo, a frase dita por Thomas Stearns Eliot é bem adequada:

“Metade do estrago causado neste mundo é porque pessoas querem se sentir importantes. Elas não querem lesar, mas estão cegas em sua infinita para pensarem bem de sim mesmas”.

Todavia, afirmo que não é errado sentir orgulho de suas conquistas, só não se deve deixar que isso tome proporções gigantescas, ao ponto de obscurecer sua razão e deturpar seu caráter. Pois, uma vez fechada a cortina da vida e cessado os aplausos, o que nos resta é a benevolência dos que ficaram na plateia aguardando outro espetáculo. Contudo, entristece saber que situações como essas não são isoladas, mas, ocorrem diariamente no ambiente social, que foi o caso, no trabalho e no familiar. Muitos esquecem que nada se leva desta vida! No entanto, o que se pode deixar, provavelmente, seja as lembranças de ser uma pessoa humilde, íntegra e boa com outros.

Weberson Luiz Mariano

Rejuste indevido

O Brasil em crise e o Senado derruba o veto de contenção de reajuste salarial para o servidor público até o final de 2021, quando, hoje, poucos têm emprego garantido. Com desemprego desenfreado, receitas em baixa e despesas em alta, parabéns à Câmara pelo bom senso e não ter seguido o Senado, senão a situação iria se complicar ainda mais.

Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha/ES