Destaques Do Leitor

A indiferença

22 de setembro de 2020

“A tranquilidade comprada ao preço de uma indiferença culpável, é a tranquilidade do mar morto”. Está sendo comum por ocasião da pandemia, depararmos com famílias em condições vulneráveis de subsistência. São pessoas que até dias desses estavam estabilizadas, e hoje se viram dependentes de auxílios de toda ordem. Como o país e a grande maioria dos municípios não são portadores de políticas públicas capazes de acolher as pessoas nessas condições, esse acolhimento se dá muitas das vezes por cidadãos comuns, que com recursos próprios e através de campanhas solidárias, se mobilizam, a fim  de que, ao menos o básico possa chegar à mesa de todos.

Temos visto pessoas do meio artístico, empresários, dentre outras classes, se esforçando para que se consolide a corrente do bem, e assim aproveitam de forma digna a oportunidade que é oferecida a todos. É um momento em que devemos sentir a dor do outro como nossa, e assim mostrarmos para nós mesmo que somos capazes de entender que não adianta eu estar bem, se ao meu lado alguém tem fome. Entendemos, pelo que estamos assistindo, que essa situação deva perdurar por mais tempo até que se estabeleça a tranquilidade definitiva, e sobretudo o aprendizado necessário.

Sendo assim, se faz necessário o engajamento de todos para que juntos  possamos amenizar as dores e aflições de irmãos, momentaneamente atingidos pela força da pandemia. Lembrando que o mar morto recebe esse nome pelo fato de não compartilhar a água que recebe de seus afluentes. Que fazemos nós com tantas graças recebidas? Que sejamos nesse momento soldados vivos do exército divino, com o  objetivo de vencer a guerra a favor da solidariedade.

Carlos Valente – Passos/MG

Qualquer um

A democracia dá oportunidade, de fato, para eleger qualquer um. Daí por que, além de Bolsonaro e dos demais apontados por ele, se elegeram Lula e Dilma. Democracia exige povo com educação e capacidade para votar.

Dario José Del Carlo Romani – São Paulo/SP