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A História da Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort

Por Adriana Dias / Redação

15 de agosto de 2020

A Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort tem o formato interno de uma cruz e comporta 1 mil pessoas sentadas. / Foto: Douglas Arouca

PASSOS – Uma das mais novas paróquias de Passos, criada em 8 de fevereiro de 2015, e também uma das que comportam maior número de fiéis sentados – cerca de mil -, a comunidade de São Luís foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora da Penha, passando a se chamar Paróquia de São Luís Maria Grignion de Montfort. A igreja faz parte da Diocese de Guaxupé e é o sexto templo homenageado pelo projeto “Roteiros da Fé”. Para a trilha sonora, foi escolhido o Estudo op. (opus – obra, em latim) 35 nº 1 de Fernando Sor, ao som do violão do passense Celso Faria.

De acordo com os livros da igreja, no mesmo dia 8 de fevereiro de 2015, o padre José Benedito dos Santos, padre Zezinho, foi nomeado como o primeiro pároco da nova paróquia de São Luís de Montfort, por Dom José Lanza Neto, bispo da Diocese de Guaxupé.

Em entrevista, o padre Zezinho explicou que a criação da igreja era um dos sonhos do pároco Arnaldo Belucci. “Ele a idealizou e a pedra fundamental foi colocada em 28 de abril de 1999, e a igreja foi inaugurada em 16 de julho de 2000. Mas, só em 2015 se desmembrou, tornando-se paróquia”, disse.

Ainda conforme explicou padre Zezinho, Arnaldo Belucci pensou uma Igreja em forma de cruz e dedicada a São Luís Maria Grignion de Montfort, que é fundador congregação dos Montfortinos, da qual ele fazia parte. O altar tem a pintura de São Luís, Nossa Senhora com o Menino Jesus e Santa Maria Luisa de Marilac.  Na lateral direita do altar está pintado à mão o escrito “Deus ajuntou todas as águas e deu o nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria”, uma frase poética escrita por São Luís Maria Grignion de Montfort em seu célebre Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria.
O projeto foi feito pela engenheira Eunice Maia e a estrutura metálica, pela empresa Toscano, e contou com ajuda financeira advinda da Itália.

O terreno foi negociado com a Companhia Habitacional de Minas Gerais (Cohab) e doado em comodato por 20 anos e, em seguida, o terreno foi comprado com recursos paroquiais. Padre Arnaldo sempre dizia que estava construindo a Igreja São Luís de Montfort para ser paróquia. Depois, com a chegada do padre Francisco Clóvis Nery, a igreja foi reformada em 31 de agosto de 2011, com uma reinauguração”, garantiu padre Zezinho.

Fazem parte da Paróquia São Luís de Montfort as comunidades urbanas: Igreja São Luís de Montfort, Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe, São Pedro Claver e Santo Expedito (Vila São José), e Comunidade Santa Terezinha (Vila Betinho).
Também são da paróquia as comunidades rurais: Pau D’álho, Nossa Senhora Aparecida e São João Batista, além do Condomínio Luciana, que tem Mãe Rainha como imagem da fé católica.

Padre Zezinho lembra que a Paróquia São Luís de Montfort foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora da Penha, que tinha sob a responsabilidade pastoral o padre Francisco Clóvis Nery e vigários. Funcionavam várias pastorais e movimentos.
Confirmei as pastorais e movimentos e criei novas, tais como: Pastoral da Acolhida, Grupo de Jovens, Coroinhas e Acólitos, Catequese infantil e Crisma, além das pastorais sociais: Vicentinos e Pastoral da Criança”, afirmou o religioso.

Louis-Marie Grignion, mais conhecido como São Luís Maria Grignion de Montfort, foi um sacerdote francês e é um santo católico. Ele é reconhecido por ser um pregador e um escritor, cujos livros são amplamente lidos nos dias atuais e considerados de extrema importância no Magistério da Igreja Católica. O projeto Roteiros da Fé foi idealizado e produzido pela jornalista Adriana Dias, conta com imagens e filmagens de Douglas Arouca, músicas ao violão de Celso Faria, gravação e mixagem de Denilson César dos Reis, criação do logo de Armando Vidigal. Das 24 igrejas, este é o sexto vídeo e pode ser visto em https://clicfolha.com.br/folhaplay/roteiros-da-fe-igreja-sao-luis-montfort/.