Destaques Moda

A bolsa da moda

Por WAGNER PENNA / Especial

19 de abril de 2021

Alexandre Birman, CEO da Arezzo. / Foto: Divulgação

O circuito fashion está cada vez mais longe das passarelas e visitando mundos até aqui bem distantes do glamour, formas e cores que moldam o mundo da moda. Primeiro foi a suspensão do vaivém dos modelos em desfiles das grandes marcas pelo mundo afora, substituídos por vídeos e fotos de divulgação em razão da pandemia da covid-19.
Agora, a cena fashion foi povoada por gestores e traders das bolsas de valores, em uma disputa sobre quem compra quem ou quais marcas estão gerando mais lucros com a subida de suas ações.

Depois de lançamentos de ações bem-sucedidos (como o caso da Enjoei, em novembro passado) e de fusões que resultaram em valorização das empresas (caso da ArezzoReserva, por exemplo), a semana foi tomada pelo caso da centenária Hering, que recebeu oferta do Grupo Arezzo e agora segue disputada também por outros grupos da indústria & comércio fashion. Resumo da ópera: a moda virou negócio de gente grande


VAIVÉM

A queda nos índices de contaminação da covid-19 nos Estados Unidos levou os organizadores da Semana de Moda de Nova York a voltar com desfiles presenciais em sua próxima edição, que acontecerá do dia 8 ao dia 12 de setembro. A informação foi liberada pelo Sindicato da Moda dos Estados Unidos (CFDA). Mesmo assim, algumas marcas manterão o atual formato de se apresentar de forma on-line.

O incêndio no Paquistão em uma fábrica de roupas, acabou criando um movimento mundial em defesa de trabalhadores do setor em todo o mundo. Foi a semente da Semana Fashion Revolution 2021 (que debate o lado social e ambiental do setor) que, desde o ano passado, acontece de forma virtual. Embora seja internacional, valoriza também a pegada local. No Brasil, os mineiros têm a segunda maior participação da promoção, depois de São Paulo.


PONTO FINTAL

A chamada economia circular ganhou uma adesão de peso internacional. O fato é que a poderosa marca Nike colocou à venda seus modelos de tênis usados, isto é, os que foram devolvidos para reparos e deixados por lá pela clientela volúvel. Com isso, atendeu parte da clientela e, ainda, evitou os reflexos nocivos que a fabricação de quantidade equivalente de novos pares gerariam ao meio-ambiente. Bacana,não?