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Nova diretoria da Casmil ainda não tem dimensão de dívidas da cooperativa

Por Ézio Santos / Especial

19 de janeiro de 2022

RENATO MEDEIROS DISSE QUE LEVARÁ TEMPO PARA RECUPERAR O ESTRAGO FINANCEIRO QUE A ADMINISTRAÇÃO ANTERIOR PROVOCOU NA CASMIL./ Foto: Divulgação.

PASSOS – O presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), Renato de Oliveira Medeiros, afirma que as primeiras medidas tomadas após a posse da nova diretoria na instituição foram para conter gastos e manter em dia o pagamento dos 47 funcionários, fornecedores, impostos e as despesas para que a empresa inicie um processo de recuperação da crise financeira. Renato falou sobre o assunto pela primeira vez depois da realização da assembleia geral, realizada há 50 dias, e que mudou o controle na direção da Casmil.

“Não é fácil, em apenas um mês à frente de uma cooperativa que declinou vertiginosamente há alguns anos em razão dos atos das gestões anteriores, que geraram danos graves e que necessitam de medidas tomadas de forma cautelosa, dar um parecer sobre sua situação. Ainda não temos a dimensão da dívida total da Casmil. Isso demanda tempo e a realização de uma auditoria. Por enquanto, estamos a passos lentos e com muito cuidado para não perder tempo, fazer um bom trabalho e não deixar piorar ainda mais”, declarou Renato.

O primeiro mês de remuneração do presidente, seis salários mínimos, e do vice, quatro, ainda não foi pago por falta de dinheiro. Na administração anterior da cooperativa, o principal gestor, que ocupava o cargo de diretor presidente, recebia 25 salários-mínimos, valor que hoje custeia toda a folha da diretoria executiva e conselhos. A nova política de vencimentos dos principais dirigentes foi aprovada na assembleia do dia 28 de novembro do ano passado.

A principal receita mensal da Casmil continua sendo a fábrica de ração Radar, mas os valores e a quantidade de produção diária não foram revelados. A cooperativa ainda possui alguns negócios em andamento, como o posto de combustíveis e a loja da venda de rações de São João Batista do Glória, e renda com aluguel da loja agro veterinária e do posto de combustíveis em Passos, bem como a loja de ração em Alpinópolis.

Sobre investimentos na Casmil, Renato afirmou que ainda é muito cedo para discutir.

“Apesar de desejarmos investir e organizar tudo de uma vez, ainda estamos no início, deixar a casa em ordem, principalmente financeiramente, e isso vai levar meses e meses. Há contratos com empresas parceiras, mas é necessário estudar a viabilidade de cada negócio individualmente. A cooperativa está aberta aos cooperados e aos ex-cooperados, bem como a outras empresas para conversar, colher sugestões e fazer parcerias”, o presidente ressaltou ainda que as instalações da antiga fábrica de lácteos e captação de leite cru precisam passar por uma completa reestruturação, mas, no momento, os recursos são insuficientes.