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Por Maira Piassi

15 de Maio de 2021

O ‘Dois dedinhos de prosa’ de hoje é com Edson Figueiredo da Costa que há 33 anos chegou em Passos abrindo as portas da Clínica Veterinária São Francisco de Assis, após se formar em Medicina Veterinária, pela Unifenas. Sempre gostou de animais? Na fazenda da minha família, em Botelhos/MG, desde cedo presenciei a lida com gado, cavalos e porcos, além de vivenciar muitos socorros a cães e gatos, afinal meu irmão e muitos primos são veterinários.

E como veio parar aqui? Eu e um colega, o Antônio Augusto Borges Junior, já tínhamos decidido ir trabalhar em São José dos Campos, já estava tudo acertado quando um professor amigo disse que Passos seria um bom local para abrir uma clínica, que aqui só tinha uma veterinária que atendia pequenos animais. Viemos conhecer e nos encantamos. Alugamos uma casa na Rua Elvira Silveira Coimbra e lá montamos a clínica. Foi um começo muuuuito difícil…

Simplesmente abriram as portas? Sim. Apesar de lá também ser a nossa casa, abrimos do jeito que sonhamos: contratamos uma secretária e uma empregada, mas já no primeiro mês tivemos que dispensar a secretária, no segundo a empregada e de repente estávamos limpando, cozinhando, lavando, passando roupa e atendendo. Até fizemos uns panfletos…

… mas o que funcionou foi o boca a boca: O Gegê – cachorro do Marcelo Moura foi nosso primeiro paciente. Naquela época, não era de costume cuidar dos animais, cachorro existia na rua e no quintal. Ninguém vacinava, vermifugava, dava banho/tosa e muito menos se preocupava com a alimentação e nutrição. Os animais chegavam desnutridos, com barriga d’água, carrapatos, pulgas; comiam os restos de comida da casa e o interessante foi como as crianças foram difusores essenciais neste processo de conscientização dos cuidados aos animais domésticos. A clínica era um ambiente que as atraía, adoravam ver a gente cuidar e ali foram aprendendo, absorvendo as informações; outro fator que também ajudou foi que a cooperativa tinha um grupo de veterinários especializados em atender animais de grande porte, com isso, quando eram procurados para o atendimento aos pequenos, indicavam nossos serviços.

Estava o certo o professor quando disse que a cidade precisava de alguém que ensinasse as pessoas a cuidar dos animais domésticos, e isso vocês foram nota 10: plantaram a semente! Pois é, fui fazendo cursos profissionalizantes sobre animais silvestres, cirurgia ortopédica, dermatologia… até que surgiu a primeira pós graduação, em São João da Boa Vista, em 2001, com alunos dos quatro cantos do Brasil (bem diferente de hoje que, a todo instante, se tem oferta de cursos). Hoje isso é quase que uma obrigação, afinal, quem trabalha com animais de pequeno porte tem que estar atento à evolução de tratamentos, uso de equipamentos e demais.

Já atendeu que tipo de animais? Nossa, muitos! Tem uma cascavel que todo ano, na época da troca da casca, eles me traziam para descolar a parte envolta dos olhos que inflamava; ilhama com a pata quebrada; fiz uma cirurgia numa tartaruga que teve seu órgão genital mutilado, assim, os ovos não conseguiam sair – retirei o útero e ovários e ela é viva até hoje. Bicho preguiça, papagaios, coelhos, onça também: uma que foi atropelada aqui em Fortaleza de Minas e aquela que apareceu numa casa, ano passado, no bairro Umuarama – vi que o estômago estava dilatado, fizemos uma lavagem e ela ficou ótima!

Outra curiosidade é quanto aos nomes mais comuns: Antigamente para machos era Rex, Shake e Leão; já as fêmeas, Laika era quase unanimidade. Hoje isso é bem diferente… Por que? Hoje os cães e gatos tem nome de gente e isso tem a ver com a alucinação do ser humano pelos animais domésticos que da rua foram para os quintais, para dentro de casa e até para a cama. Daí a necessidade dos cuidados com as vacinas, vermífugos! Hoje os animais são parte da família.

Relação homem/animal: a troca que existe entre o homem e os animais é fantástica! O cão tem muita energia, a qualquer momento que os encontramos sua manifestação é positiva, a troca acontece a todo instante e assim é também quando o dono não está bem – é subliminar como eles captam nosso estado. Recebo diariamente cães doentes que quando analiso, vejo que quem está doente é o dono. Quem é o cliente, o animal ou seu dono? Os dois, não existe um sem o outro, se completam e não há como tratá-los separadamente.

Ah, isso e verdade! Sua clínica é quase um consultório de psicologia… (risos), e sabe que é mesmo? Aqui as pessoas chegam e se sentem à vontade, contam seus problemas, suas conquistas, tem gente que adora trazer seu bichinho só pra conversar. Tem uma senhorinha que vem aqui e ela sempre fala: ‘Quando meu cãozinho morrer, eu vou continuar vindo aqui te ver!’

Quem conhece o Edson sente sua energia! Edson é paz, tranquilidade, Edson tem o dom do cuidar. Felizes os profissionais que passaram por sua clínica e hoje são independentes, ali não se aprende apenas a ser veterinário, ali se aprende sobre SER humano. Seu sorriso contagiante abastece quem o vê, seja aonde for: Sou muito feliz e realizado em ter vindo pra cá, onde vou tem sempre alguém que me conhece… Isso não só pelo trabalho que você realiza, mas pela pessoa que é!

O segredo do sucesso: Uma vez um cliente dizia sobre a magia que é estar aqui na clínica. A sinceridade transcende a tudo, quando o que se faz é de coração e de boa fé, tudo flui positivamente. A pandemia ‘levou’ pessoas especiais da vida de Edson: perder amigos que fiz há tanto tempo, desde a época da faculdade, mexeu muito comigo. Vivi momentos únicos com cada um deles e a morte pelo coranavírus plantou um medo que eu não tinha. Fica a saudade e a gratidão por tudo que aprendi, ficaram as lembranças e o privilégio em ter dividido e aprendido tanto com eles. E fica aqui um lema: é preciso enxergar o lado positivo de tudo na vida, mesmo nas dificuldades e na dor. Ser positivo nos torna seres leves e isso a gente sente logo que o encontra!


Maria Clara Monteiro vai devagarinho conquistando seu espaço no mundo do teatro e quem se orgulha muito com os feitos da filhota são seus pais Marcos Versatt e Julia Souza. A jovem de 22 anos é recém formada pela Escola de Atores Wolf Maia, no Rio de Janeiro; vem trabalhando como atriz na companhia teatral Janela Azul, dirigida por Delson Antunes – renomado ator, diretor, professor, dramaturgo e pesquisador de teatro e atualmente participa do projeto carioca ‘Teatro em Cena’, apresentado para crianças do Complexo do Alemão.


Ricardo Moraes e Francismara completam hoje 22 anos de casados – mesmo 15 de maio de mais um ano de vida a dois para Cláudio José Souza e Aline, Messias Teodoro Junior e Adriana.

Wilk Vilela Lemos, Flávio Ribeiro Campos, Adriana Orlandi Durante, Taísa Abreu Arouca e Vanea Vasconcelos Caetano são aniversariantes deste sabadão que antecede a chegada de mais uma Primavera para:

Renata Lemos Siqueira, Silvia Mara Lemos Macedo, Rejane Avelar, Camila Ribeiro, Luzia Lemos Silveira e Thales Piassi Oliveira.


Se ligue nessas, oferecimento DUarte
nosso cafezinho delícia de todas as manhãs:

– O aniversário foi da cidade, mas quem ainda ganha presente é você: ofertas especiais (até dia 17) no Supermercado São Jerônimo.

– Você sabe qual é a diferença entre a gasolina comum e a aditivada? Essa é a Dica Alvorada Pneus de hoje: A gasolina comum deixa resíduos nas partes do motor que ela passa e, por isso, pode interferir na combustão e na eficiência do carro após um tempo. Enquanto isso, a gasolina aditivada possui em sua composição um químico que dissolve essa goma e a leva para ser queimada junto com o combustível, evitando a perda de eficiência.

– Centro Cerâmico ‘veste’ sua casa com glamour.


Maria Julia chegou completando o lar de Boaventura Cruz Guimarães e Lucimara, até então, reinado por Miguel.