28 de julho de 2026
O caso de Adriana Castro, registrado em Piumhi, pode provocar mudanças no Código Civil para impedir que autores de homicídio sejam beneficiados pelo patrimônio das vítimas / Foto: Reprodução / Redes sociais
André Castro
PASSOS – O homicídio da empresária e esteticista Adriana Castro, ocorrido em Piumhi, em 2018, deu origem a um precedente jurídico que resultou na apresentação do Projeto de Lei nº 2.981/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera o Código Civil para extinguir o usufruto, o direito de acrescer e outros benefícios patrimoniais de pessoas condenadas por homicídio ou feminicídio contra o titular dos bens. O objetivo é impedir que autores de crimes obtenham qualquer vantagem financeira decorrente do patrimônio da vítima.
O crime aconteceu em 7 de agosto de 2018. Adriana foi atacada dentro do apartamento onde morava por um homem contratado para executar o assassinato. Câmeras de segurança registraram o suspeito entrando no prédio usando capacete, capuz e luvas para dificultar a identificação. Vizinhos ouviram pedidos de socorro e acionaram a Polícia Militar. A empresária chegou a ser socorrida, mas morreu no mesmo dia.
