Colunas

Manipulação de alimentos

Defesa do Consumidor

24 de abril de 2020

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou duas notas técnicas direcionadas às empresas de alimentos, visando a proteção dos trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus. Uma das notas reforça sobre a adoção de boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos, enquanto que a outra orienta o setor a respeito do uso de luvas e máscaras. Ambas destacam quais medidas essas empresas devem reforçar para evitar a disseminação do vírus entre seus trabalhadores.

Higiene

Um dos principais aspectos abordados, conforme a Anvisa, é a importância da higiene das mãos e dos ambientes de trabalho, incluindo equipamentos e utensílios. Há, também, orientações sobre a avaliação da saúde do trabalhador, conduta pessoal, distanciamento físico, divisão de turnos para os colaboradores, além do controle de matéria-prima e transporte de produtos.
Sem evidências

A Agência reforça que, até o momento, não existem evidências de contaminação da Covid-19 por meio de alimentos, logo, as notas técnicas têm como foco os trabalhadores e os ambientes. A Anvisa destaca, ainda, que várias das ações descritas nas notas já são de conhecimento do setor e que, portanto, devem fazer parte da rotina.

EPIs e segurança

A Anvisa reforça que o uso de luvas, máscaras e óculos ou qualquer outro equipamento de proteção individual (EPI) não substitui os cuidados básicos de higiene, como a lavagem frequente e correta das mãos. O órgão reitera, ainda, que dependendo do tipo de empresa e da manipulação que é feita do alimento, o uso de luvas e máscaras não é obrigatório, desde que a higienização dos ambientes, utensílios e pessoas esteja absolutamente correta. Caso a empresa adote o uso de luvas e máscaras, ela deve reforçar medidas de substituição e higiene desses equipamentos, para evitar a contaminação de alimentos.

Afastamento

Se houver um colaborador infectado ou com suspeita de Covid-19 na empresa, a Anvisa orienta que o fato seja comunicado à chefia e que o trabalhador seja afastado das atividades. As orientações do Ministério da Saúde devem ser seguidas na íntegra.