Dia a Dia

Você sabe o que é alodoxafobia?

POR LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

26 de abril de 2021

É um termo mais do conhecimento de psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, psicopedagogos, pedagogos, etc. Não é algo novo. Acredito que, ao surgirem os estudos da mente humana, com maior seriedade, há alguns poucos séculos, tal tipo de fobia tenha sido observado com mais profundidade. A palavra significa o medo exagerado de ser julgado por outras pessoas. Não seria o caso de pessoas muito tímidas? Talvez!

Colhemos informações na revista Mente Ativa, da Castelo Editora, nome fantasia da RM Editora e Distribuidora Ltda. Procuramos entender o assunto com as nossas apreciações. Com a evolução dos meios de comunicação, tudo foi se transformando. As redes sociais facilitaram os contatos, mas também, deixaram as pessoas mais expostas. É só consultar uma ou outra rede social para vermos a quantidade de opiniões ali gravadas e as conversas e discussões que são travadas entre os internautas. Algumas, de forma jocosa, educada, outras, nada elegantes ou até agressivas. Quando alguém se expõe em alguma rede social ou no seu próprio meio, está sendo observado. Quem não quiser que assim aconteça, deve trancar-se em casa. Ao se expor, uma pessoa está mostrando até o que ela é no seu íntimo.

A voz, o modo característico de se expressar na fala, as expressões faciais, corporais, o comportamento ou até um cacoete, caso possua, colocam a pessoa “do avesso”. A exposição mostra a personalidade da pessoa e o modo como ela é e como vê o mundo. Cada pessoa é um estudo em particular, é óbvio!  Tal problema pode ter intensidades diferentes para cada uma. Umas, se preocupam com o julgamento alheio, mas, não tanto. Outras, até sofrem só de pensar nisso. Dizem não ser tão fácil se livrar dessa fobia, mas, também, não é impossível. Mostram até algumas dicas. Profissionais da área equacionariam melhor o assunto, é claro! Mas, vejamos:

Pense em primeiro lugar que suas contas são pagas por você e não pelos seus possíveis julgadores. Que a sua vida lhe pertence e que a manutenção dela tem você como principal responsável. Veja o que realmente importa e interessa para você. As pessoas com as quais convive e se relaciona, não precisam ser iguais a você e nem você igual a elas. Desejos, gostos artísticos, esportivos, literários, alimentares e de lazer, são diferentes entre as pessoas.

Aceitar as pessoas como elas são, nãos significa que você tem de ser igual a elas. É claro que estamos sujeitos às influências de outros, com o tempo podemos até mudar em alguma atitude ou mesmo em algum gosto, mas, não acredito que tal aconteça rapidamente, num piscar de olhos. Mudar para melhor é até plausível. O importante é melhorar sempre, sendo fiel aos seus objetivos.

Não é preciso se preocupar constantemente com a opinião dos outros. Caso aja assim, dará a impressão de desejar ser o centro das atenções. Talvez, deseje ser mesmo! As pessoas em sua volta estão preocupadas com elas, com seus afazeres, com a sua luta pela vida. Elas podem lhe dar atenção, mas, querem cuidar da vida delas e não da sua. Portanto, preocupe-se com a sua vida e não fique achando que os outros estejam concentrados em você. Mesmo que uma ou outra pessoa se meta um pouco na sua vida, saiba tirar ‘de letra’!

Entenda que, a opinião alheia não pode lhe afetar negativamente, mas, apenas de forma positiva. Quem manda na sua personalidade é você, cuidando de sua vida e sabendo viver no seu meio. Assim, não se sentirá sendo constantemente o centro das atenções. Mas, é preciso saber que estará sempre sob observação e julgamento, principalmente por eventuais desafetos ou invejosos. Contorne isso.

Você não deve se preocupar com o que as pessoas pensam, elas pensam de forma diferente umas das outras. Não há como controlar o pensamento alheio a seu respeito, pois, muitas vezes, as pessoas pensam, mas, não falam, não extravasam. Se pensam algo favorável ou não, o pensamento é simplesmente delas! Os pensamentos dos outros terão alguma influência na sua vida? Se alguém manifestar uma boa opinião sobre você, tudo bem, poderá ser uma ajuda“.

Se a opinião não for boa, talvez sirva para se corrigir, pois, também temos defeitos. Se for para diminuir você, esqueça. Não leve a sério. Saiba viver em sociedade, no seu ambiente, cuide de sua vida, aceite a boa ajuda e ajude os outros também, quando eles necessitarem.

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino comercial com reg. no MEC, formado no curso normal superior pela Unipac.