Colunas Dia a Dia

Um breve discorrer sobre linguagem e hipnose

Por Oronilce Donizete Figueiredo Júnior

7 de Maio de 2020

Quando nos referimos à hipnose temos a ligeira impressão de estarmos falando sobre palavras que tenham teor hipnótico e por sua vez são capazes de sugerir para mente e o corpo. É inegável que a origem da linguagem se faça imprescindível para evidenciar a evolução até o que consideramos como homem moderno. Sendo a fala e as estruturas linguísticas importantes destaques para evolução humana.

Os humanos apresentam em sua estrutura neurológica um conflito em nível genômico e quando relacionadas ao Darwinismo neural sugerem modelos de plasticidade cerebral visualizadas em processos psicoterápicos, hipnose terapêutica e a consequente reabilitação. As mudanças decorridas no sistema neurofisiológico mediam o desenvolvimento interminável baseado na consciência e experiência humana. Considerando estes apontamentos, torna-se possível e facilita pavimentar o terreno acerca dos modelos naturais de consciência, atrelando a comunicação, a gestualidade, a cura entre a mente e o corpo.

Os físicos levam em consideração conceitos relacionados à conversação de energia, assim como as transformações provocadas por seu dinamismo auxiliam a compreensão acerca das diferentes resultantes frente aos estímulos e atividades neurais.

A atividade proporcionada pela hipnose clínica pode ser atribuída a esse estímulo psicodinâmico que perpassa por todos os níveis cerebrais desde a expressividade gênica à plasticidade cerebral.
Quando nos referimos a esse dinamismo, afirmamos também que a hipnose não se trata apenas de um processo onde o hipnterapeuta assume o papel de sugestor unilateral, mas pelo contrário, terapeuta e paciente estão mutuamente ativos e em sincronia empática. Desta forma, a cura e a autocura são mediadas por uma expressão do gene, sugerida pela estrutura linguística, dentro e entre o sistema neurológico.

As ideias sugeridas e a resolução dos problemas se dão através dessa transição evolutiva permeada por uma tradição gestual pautada na linguagem e na atividade neurofisiológica responsiva a estímulos conscientes e experiência vivencial. Lembre-se! Sem questionamentos é impossível haver mudanças.

ORONILCE DONIZETE FIGUEIREDO JÚNIOR é psicólogo, hipnoterapeuta e proprietário da clínica Auto Domínio.