Dia a Dia

Para ser feliz

Por Décio Martins Cançado

13 de julho de 2021

Nesta oportunidade, conclamo cada um de vocês a não deixar passar, em meio à correria do dia a dia, as oportunidades de fazer as coisas essenciais da vida.

Vamos proporcionar, a nós mesmos, os momentos preciosos de que lembraremos para sempre. Vamos curtir junto de quem a gente ama, de nossos amigos, todas as emoções da vida, antes que seja tarde.

A vida passa muito rápido, mas, em meio à luta diária, podemos criar momentos preciosos. Momentos que duram segundos, mas se eternizam em nossa lembrança. Momentos de ‘pequenos gestos’ com grandes significados. Momentos que fazem o mundo parar de girar e tudo o mais deixar de existir.

Pense no que é essencial para você, na vida que você quer viver… Agora, e não em um futuro distante.

De vez em quando, faça da quarta-feira um domingo… Ande por caminhos onde você nunca esteve… Vá em busca de algo que possa surpreendê-lo. Faça alguém feliz.

No dia em que tudo der certo, lembre-se de agradecer. E naqueles em que tudo parece dar errado, supere os obstáculos e faça os ajustes necessários… mas não desista de ser feliz. Pare de reclamar dos outros, da saúde, do tempo… A vida é muito curta. Não guarde mágoa de ninguém no coração… Não fuja, não se omita… Não tenha motivos para se arrepender. Agradeça a Deus por ser tão generoso conosco. Você só poderá carregar para a outra vida os momentos preciosos que viveu.

Diante da vastidão do espaço e da imensidão do tempo, é uma alegria partilhar um planeta e uma época com o próximo. Ontem, eu era inteligente, queria mudar o mundo. Hoje, sou sábio, estou mudando a mim mesmo.

Lembro-me de um poema de Geraldo Eustáquio de Souza, sobre a paz no mundo.

Vejamos: “A paz no mundo começa ‘dentro de mim’ quando eu me aceito, de corpo e alma, e reconheço meus defeitos, com paciência e calma, e em vez de me fragmentar em mil pedaços, eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço, passageiro no tempo e no espaço, sem nada para levar que possa me prender, sem medo de errar e com toda vontade de aprender.

A paz no mundo começa entre nós quando eu aceito o teu modo de ser, sem me opor ou resistir, e reconheço tuas virtudes sem te invejar ou me retrair, e faço das nossas diferenças a base da nossa convivência, e em lugar de te dividir em mil personagens, consigo ver-te inteiro, nu, real, sem nenhuma maquiagem, companheiros da mesma viagem no processo de aprendizagem do que é ser gente.

A paz no mundo começa quando as palavras se calam e os gestos se multiplicam, quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura, quando se repudia a doença e se enaltece a cura, quando se combate a normalidade que virou loucura e se estimula o delírio de melhorar a humanidade, de construir uma outra sociedade, com base numa outra relação, em que amar é a regra, e não mais a exceção.
É como bem diz a conhecida música: “É preciso saber viver”.