Dia a Dia

O livro dos recordes – Parte 2 – (final)

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

4 de abril de 2022

Dando sequência ao assunto, temos aqui mais algumas curiosidades constantes no já mencionado Almanaque do Pensamento, edição de 1969, da Editora Pensamento Ltda.
Uma senhora chamada Dona Teresa Vaugham foi considerada uma campeã na prática da bigamia. Em apenas 5 anos de sua vida, ela confessou, num tribunal inglês, ter contraído matrimônio 61 vezes. Casou-se 61 vezes em um período de 5 anos! Também não foi informado se teve filhos. Pelo tanto de vezes em que se casou, num cálculo simples de 12 casamentos por ano, na média, acredito que se alguma vez foi engravidada, dificilmente saberia quem seria o pai. Como não são mencionados os anos da ocorrência, apenas a citação de um período de cinco anos, sendo o almanaque de 1969, conclui-se que o fato foi anterior a esta data aí. Portanto, eu não me lembro de ouvir falar em exame de DNA naquela época. Um outro caso ligado a matrimônio também ocorreu por volta de 1957, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América do Norte. A senhora Beverly Avery conseguiu a proeza de obter 17 divórcios. Não se menciona a data do primeiro casamento e nem do último, apenas, que foi por volta de 1957. Também não se menciona se teve filhos ou não. Tanto uma como a outra, na época, obtiveram seus recordes. Teríamos de pesquisar para saber se elas já foram vencidas, posteriormente, por outras mais afoitas que elas.
Partindo para o lado esportivo, Johan Hulsinger percorreu 1400 quilômetros de Viena, na Áustria, até Paris, na França, plantando bananeira, num período de 56 dias e meio. Não foi exatamente por conta de espírito esportivo, mas para colaborar numa experiência científica que acontecia na Flórida, nos Estados Unidos da América do Norte. Também não se menciona o tipo de experiência que se fazia e nem a data. Algo bastante curioso, realmente! Mas, o anuário dos recordes é para isso mesmo! Outra experiência extravagante foi a do senhor David Hunt. O cidadão ficou exatamente 9 dias e 9 horas seguidos, acordado, sem dormir nada. Não há informação da data.
O finlandês Toimi Artturrinpoika Sivo, em meados de 1966, consta como ter vencido o senhor David Hunt. Ele ficou 16 dias e 10 horas seguidos sem dormir.
Também não foi mencionada nenhuma consequência que possa ter causado algum problema na saúde física ou mesmo mental deles. Se nós, simples mortais, ao perdermos uma única noite de sono, por algum motivo qualquer, já ficamos um “trapo” no dia seguinte, como entender que alguém consiga ficar tantos dias assim! Eles devem ter bebido bastante água e se alimentado bem, é claro! Devem ter sido vigiados também, para que não tomassem algum “medicamento” que cortasse o sono. Bem, são conjecturas, apenas! Tudo deve ter sido comprovado com o maior cuidado pelos que investigaram os casos.
Outro caso de chamar nossa atenção foi o caso do estadunidense senhor Robert Foster. Ele mergulhou na água e conseguiu ficar, sem portar nenhum aparelho especial, 13 minutos e 42,5 segundos embaixo d´água, com a respiração suspensa. Também não se menciona se houve alguma consequência em termos da saúde e nem a data. Aqui, eu me lembro do ilusionista Harry Houdini.
Enfim, tudo isso me faz lembrar, também, as tais cacetadas publicadas nos canais de televisão. Sempre mostram os mais disparatados lances perigosos em que as pessoas levam a pior, mas, nunca mostram as consequências, mesmo as pessoas demonstrando alguma dor. Muitos desses lances devem ter deixado sequelas e até graves. Como a intenção é divertir quem assiste, não mostram o resultado das violentas quedas e trombadas, pois o assunto viraria drama.
O anuário Guiness Boock Records tem o nome de Guiness World Records nos dias de hoje. Para quem gosta de ver estampadas em suas páginas as façanhas mais curiosas, extravagantes, esdrúxulas, excêntricas, os fenômenos humanos e da natureza, vale a pena procurar por algum exemplar. Muitas das façanhas de nada servem ou têm valor prático, mas, divertem e atiçam a curiosidade. Para os envolvidos, vencedores de uma classificação e ganhar a oportunidade de estar no livro, é uma forma de autoafirmação. Recebem uma boa massagem no ego. Tudo tem o seu valor!

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino comercial com reg. no MEC formado no curso normal superior pela Unipac E-mail: [email protected]