Dia a Dia

Escuridão na segunda grande guerra mundial

POR LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

19 de abril de 2021

Falar em guerra não é assunto que possa nos trazer alguma alegria. Abomino revolução armada, guerra civil, guerra entre países e mais ainda, não sou capaz de imaginar uma guerra mundial. Com todo o avanço tecnológico de hoje na área bélica, acredito que uma infelicidade dessa seria o fim da humanidade no planeta. Não sei se conseguiriam destruir a Terra, mas, será que sobrariam algumas almas vivas para contar o que aconteceu para os que vierem depois, caso ainda seja possível a procriação?

Com relação à Segunda Grande Guerra Mundial, chamou nossa atenção um assunto sobre a estratégia de conseguir escurecer as cidades para evitar os ataques inimigos. Bombardear o inimigo era uma forma de destruir a infraestrutura das indústrias e da política. Assim, atacavam estradas, ferrovias, portos e residências do povo trabalhador. Muitíssimas vidas de cidadãos foram ceifadas, era impossível se defender de agressores tão poderosos, bem treinados e obcecados para matar.

Os governos atacados começaram a buscar maneiras, formas de defender seus países, suas terras. Assim, surgiram os apagões, os chamados “blackouts”, a escuridão. No Brasil, muitos falam o português de forma inculta, mas, adoram palavras inglesas. É comum, até em regiões rurais, encontrar um pequeno bar, boteco ou uma venda usando palavras inglesas e geralmente com erros. Erram no idioma português e fazem questão de castigar a língua inglesa também. Mas, deixemos para lá!

As vitrines de lojas e demais estabelecimentos que as possuíam precisaram ser pintadas de preto. As janelas eram cobertas de pano, de tecido opaco ou mesmo escuro. As lâmpadas tinham quase todo o corpo pintado também e na parte inferior um pequeno círculo para produzir um exíguo feixe de luz. Era através desse feixe de luz que as pessoas podiam ter visão do serviço que executavam em casa ou nos locais de trabalho. Esse pequeno feixe de luz deveria ser suficiente para não deixar que ela ultrapassasse as portas ou janelas abertas.

Dessa forma, as cidades ficavam totalmente às escuras e dificultavam os bombardeios dos inimigos invasores.
Estes dados aí foram fornecidos por uma revista de palavras cruzadas editada pela RM Editora e Distribuidora Ltda., com a marca fantasia, ou nome fantasia: Castelo Editora. Será que hoje, com uma tecnologia bem mais moderna, os aviões inimigos não teriam instrumentos avançados para detectar os alvos?

A Primeira Grande Guerra Mundial deixou milhões de mortos, milhões de desaparecidos e feridos. Países destroçados, famílias destruídas, mulheres viúvas, filhos desamparados, ou sem o pai ou mesmo sem a mãe também. Agora, qual ou quais os motivos de tanta carnificina, de tanta destruição, de tanta maldade, egoísmo, inveja? A guerra seria apenas pelo desejo de subjugar o outro? Eram interesses econômicos, de possuir terras alheias, ou ainda, desavenças culturais ou religiosas, problemas raciais?

A Segunda Grande Guerra Mundial não deixou por menos. Um sujeito totalmente polêmico, ou louco mesmo, botou fogo no mundo outra vez. Havia alguma razão para tanto? Foram mais alguns anos de mortandade total. O mundo ainda não havia se recuperado totalmente dos estragos e desgraças da Primeira Grande Guerra Mundial e já se encontrava a nossa magnífica Terra envolvida num tenebroso conflito mundial, novamente! Isso, sem falarmos nas revoluções, guerras civis e conflitos entre países, que sempre estão nas manchetes dos jornais e na mídia em geral.

Certa vez, eu li que o mundo não experimentou até hoje um período de cem anos, um século de completa paz. Sempre há uma briga em algum lugar do planeta. Infelizmente! E assim continua! O cinema, as revistas, livros e jornais da época e de hoje mostram os números e o que acontece. Aqui no nosso Brasil, agora mesmo, tenho visto gente escrevendo e falando que estamos correndo o risco de uma guerra civil. Espero que não!

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino comercial com reg. no MEC, formado no Curso Normal Superior pela Unipac.